O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, falou com o Presidente libanês Joseph Aoun e com o Primeiro-Ministro israelita Benjamin Netanyahu sobre as negociações diplomáticas entre Israel e o Líbano e propôs um plano para permitir uma “redução gradual da escalada”, disse um responsável norte-americano à Reuters.
Os EUA propuseram que, como primeiro passo, o Hezbollah interrompesse todos os ataques contra Israel e, em troca, Israel se abstivesse de escalar a situação em Beirute, segundo o mesmo responsável.
“Isto criaria espaço para uma redução gradual da escalada e um cessar efetivo das hostilidades”, afirmou a fonte.
Israel deve parar “primeiro”
O responsável acrescentou que Aoun tentou avançar com a proposta e garantir um acordo.
No entanto, o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, que afirmou “garantir” o compromisso do Hezbollah com um cessar-fogo, colocou a responsabilidade em Israel para parar de “disparar primeiro”.
Netanyahu tinha dito no domingo que ordenou às tropas que avançassem mais profundamente no Líbano na luta contra o Hezbollah, apesar de um cessar-fogo anunciado há mais de seis semanas.
Na mais recente ofensiva, as tropas israelitas tomaram o castelo de Beaufort, com 900 anos, e uma crista estratégica no sul do Líbano, segundo o exército, um dia depois de um dos dias mais intensos de fogo do Hezbollah contra o norte de Israel desde o cessar-fogo de abril, o que levou ao encerramento de escolas e a restrições.
O responsável norte-americano disse que os EUA não esperam que Israel continue a suportar ataques contra civis por parte do Hezbollah.
Os ataques israelitas deslocaram mais de 1,2 milhões de libaneses desde 2 de março.
Desde então, os ataques israelitas têm atingido o sul e o leste do Líbano e também a capital, Beirute, matando mais de 3.200 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. Israel afirma que 23 dos seus soldados e quatro civis foram mortos no mesmo período.












