AMÉRICA LATINA
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Colômbia lança operação denominada “Esparta” contra grupos armados na fronteira com a Venezuela
O Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou a identificação e detenção ou neutralização dos líderes das organizações armadas ilegais.
Colômbia lança operação denominada “Esparta” contra grupos armados na fronteira com a Venezuela
De la Espriella (ao centro) ao lado das autoridades militares durante o lançamento da Operação "Sparta" em Cúcuta, Colômbia, a 03/11/2026. (Foto/AFP)

Por ordem do Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, foi lançada uma operação de grande envergadura, denominada “Esparta”, contra grupos armados na fronteira com a Venezuela.

Durante uma reunião extraordinária de segurança, realizada na cidade de Cúcuta, no departamento de Norte de Santander, De la Espriella anunciou a adoção de novas medidas para impedir a actuação de grupos armados na fronteira com a Venezuela e restabelecer a autoridade do Estado na região.

O Presidente garantiu total apoio às forças de segurança e sublinhou que o combate à insegurança não ficará limitado às operações militares. Acrescentou que serão também tomadas medidas nos domínios dos serviços sociais, da justiça e do emprego, com o objectivo de reforçar a presença permanente das instituições do Estado na região de Catatumbo.

No âmbito da operação “Esparta”, está previsto o combate às fontes de financiamento dos grupos armados, nomeadamente às receitas provenientes do tráfico de droga, da extorsão e dos raptos, bem como o desmantelamento das suas redes financeiras e o reforço da presença militar na região.

O Presidente De la Espriella ordenou ainda a identificação e detenção ou neutralização dos líderes das organizações armadas ilegais, nomeadamente do Exército de Libertação Nacional (ELN) e de antigos membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

A 28 de agosto, o Governo do Presidente Abelardo de la Espriella tinha anunciado o fim oficial das negociações de paz com três grupos armados ilegais, entre os quais o Estado-Maior dos Blocos e Frentes (EMBF) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), justificando a decisão com a falta de “vontade suficiente para alcançar a paz”.