Trump diz que os negociadores do Irão temem ser “mortos pelo seu próprio povo”

Donald Trump afirma que Teerão quer chegar a um acordo, mas evita reconhecê-lo publicamente, acrescentando que responsáveis iranianos temem represálias caso se pronunciem.

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Presidente dos EUA diz que as autoridades iranianas temem retaliações se admitirem que há negociações em curso. / Reuters

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu que o Irão está a participar em negociações de paz, mas mostra relutância em reconhecê-lo publicamente, sugerindo que os negociadores iranianos temem ser mortos pelo seu próprio povo.

“Eles estão a negociar, aliás, e querem muito chegar a um acordo, mas têm medo de o dizer, porque acham que serão mortos pelo seu próprio povo”, afirmou Trump num jantar com membros republicanos do Congresso, na quarta-feira.

“Também têm medo de ser mortos por nós”, acrescentou, no jantar anual de angariação de fundos do National Republican Congressional Committee.

Trump disse que o Irão está ansioso por negociar enquanto continua uma guerra com os Estados Unidos.

Acrescentou ainda que nunca houve um chefe de Estado que desejasse menos esse cargo do que liderar o Irão.

“Eu não o quero… ‘Gostaríamos de o tornar o próximo Líder Supremo.’ Não, obrigado. Não o quero”, disse.

Acrescentou que os Estados Unidos estão a “dizimar” o Irão.

“Não vou usar a palavra ‘guerra’… vou usar a expressão ‘operação militar’, que é, na verdade, o que é. Trata-se de uma dizimação militar”, afirmou.

Escalada continua

As tensões regionais intensificaram-se desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra conjunta contra o Irão, que já fez mais de 1.340 mortos.

O Irão respondeu com ataques de drones e mísseis contra Israel e países do Golfo que acolhem meios militares norte-americanos.

Treze militares norte-americanos morreram e cerca de 290 outros ficaram feridos desde o início da operação.