As autoridades aeronáuticas russas encerraram temporariamente os quatro aeroportos de Moscovo na segunda-feira, após a interceção de uma série de drones.
O presidente da câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, afirmou no Telegram que 59 drones que se dirigiam para a cidade tinham sido destruídos.
Sobyanin não forneceu mais detalhes, acrescentando que os serviços de emergência tinham sido enviados para as zonas onde os drones foram abatidos.
Kiev enviou drones para a Rússia em retaliação aos bombardeamentos de Moscovo às suas cidades, embora Sobyanin não tenha especificado que os drones fossem da Ucrânia.
Os aeroportos de Sheremetyevo, Domodedovo e Vnukovo, bem como o de Zhukovskiy, nas proximidades da capital, tinham suspendido os voos, embora estes tenham sido posteriormente retomados, informou separadamente a autoridade reguladora da aviação.
As autoridades anunciaram às 5h39 (02h39 GMT) que os aeroportos tinham reaberto.
O ataque surge depois de os drones terem voltado a atingir a única refinaria de petróleo de Moscovo na semana passada. Nessa ofensiva, os sistemas de defesa de Moscovo abateram quase 200 drones, num dos maiores ataques aéreos contra a cidade desde o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, em 2022.
A cidade de Sebastopol, na Crimeia anexada pela Rússia, cancelou todos os eventos públicos ao ar livre na segunda-feira e manterá a iluminação pública desligada, afirmou Mikhail Razvozhayev, governador da cidade, no Telegram, ao apelar à população para que reduzisse o consumo de eletricidade.
A Crimeia, um destino turístico popular entre os russos, suspendeu a venda de combustível ao público e às empresas, restringindo o abastecimento às agências governamentais responsáveis pelos serviços essenciais e pela segurança.














