A UE condenou aquilo que classificou como a “glorificação” do falecido criminoso de guerra condenado Ratko Mladic, afirmando que qualquer glorificação de criminosos de guerra “não tem lugar na UE”.
Mladic, conhecido como o “Carniceiro da Bósnia”, foi considerado culpado pelo tribunal da ONU de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo pelo seu papel no genocídio de Srebrenica, em 1995.
Morreu a 27 de agosto, enquanto cumpria a sua pena de prisão em Haia.
“Qualquer glorificação de criminosos de guerra, a negação do genocídio e o revisionismo contradizem os valores europeus mais fundamentais e não têm lugar na UE nem nos países candidatos à adesão à UE”, afirmou um porta-voz do bloco numa declaração divulgada na segunda-feira.
Recordando que Mladic era um criminoso de guerra condenado que cometeu crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade, o porta-voz afirmou que a UE está solidária com todas as vítimas, sobreviventes e respetivas famílias que sofreram com os crimes de guerra cometidos nos países da antiga Jugoslávia.
A declaração surgiu depois de o corpo de Mladic ter sido transportado de Haia para Belgrado, onde foi recebido com uma guarda de honra, dias antes do funeral, previsto para mais tarde na segunda-feira.
Anteriormente, a comissária europeia responsável pelo alargamento, Marta Kos, cancelou a sua visita à Sérvia devido à “glorificação” do criminoso de guerra condenado após a sua morte.
A Sérvia é um país candidato à adesão à UE desde 2012 e está envolvida em negociações de adesão com o bloco desde 2014.
O Presidente sérvio, Aleksandar Vucic, ofereceu-se para organizar o funeral de Mladic na Sérvia.























