MÉDIO ORIENTE
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Teerão estabelece comissão de inquérito após milhares de mortos em protestos
A comissão reunirá documentos e testemunhos de instituições relevantes para investigar as causas dos distúrbios, segundo o Governo do Irão.
Teerão estabelece comissão de inquérito após milhares de mortos em protestos
Pessoas caminham no Grande Bazar de Teerão, em Teerão, no Irão, a 15 de janeiro de 2026. / Reuters
14 de fevereiro de 2026

O governo iraniano anunciou na sexta-feira a criação de uma comissão de inquérito para investigar os protestos contra o elevado custo de vida, que evoluíram para manifestações anti-governo e resultaram na morte de milhares de pessoas.

“Foi formada uma comissão de averiguação dos factos com representantes das instituições relevantes, que está a recolher documentos e a ouvir depoimentos”, disse a porta-voz do Governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, à agência de notícias local ISNA.

A porta-voz não especificou se a comissão se concentrará apenas nas reivindicações económicas que desencadearam os protestos ou se também investigará as mortes ocorridas durante as manifestações.

“O relatório final será publicado para informação pública e eventual ação legal, depois de concluído o processo”, afirmou.

Na quinta-feira, o site do Governo publicou comentários do Presidente Masoud Pezeskhian, segundo os quais “foram designadas equipas para investigar as causas [dos distúrbios]”, sem fornecer mais detalhes.

Os protestos, que começaram no final de dezembro e se intensificaram a 8 de janeiro, resultaram em mais de 3.000 mortos, de acordo com os números oficiais.

As autoridades iranianas afirmam que a grande maioria das vítimas eram forças de segurança ou transeuntes mortos por “terroristas” ligados a Israel e aos Estados Unidos.

Os grupos de defesa dos direitos humanos sediados fora do Irão acusam, no entanto, as forças de segurança de visarem os manifestantes.

A agência norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) indica que pelo menos 7.005 pessoas morreram durante o pico dos protestos.

“Estamos envergonhados por acontecimentos tão tristes terem ocorrido”, afirmou Pezeshkian, segundo o relatório publicado no site do Governo.

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