Síria procura um acordo de segurança que garanta a retirada de Israel para as fronteiras de 1974

O Presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, apela a um acordo de segurança que garanta a retirada de Israel para as linhas de separação de 1974 e que contribua para aliviar as tensões.

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O Presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, discursa durante uma sessão no Fórum de Diplomacia de Antália, em Antalya. / AA

O Presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, afirmou na sexta-feira que Damasco está a procurar um novo acordo de segurança que garanta a retirada de Israel para as linhas de separação de 1974, como parte de uma abordagem faseada rumo a eventuais negociações mais amplas.

Falando num painel durante o Fórum de Diplomacia de Antália, na Türkiye, al-Sharaa disse que o acordo de 1974 se manteve durante mais de cinco décadas, mas foi posteriormente fragilizado por violações israelitas, sobretudo após a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024.

“Estamos agora a entrar no primeiro nível (das conversações), que consiste em procurar um acordo de segurança que garanta a retirada de Israel para as fronteiras de 1974 e estabeleça novas regras, seja através do cumprimento do acordo, seja através do seu ajustamento de forma a garantir a segurança de ambas as partes”, afirmou.

Acrescentou que, se for bem-sucedido, o processo poderá conduzir a negociações de longo prazo com vista a resolver o estatuto dos Montes Golã ocupados.

“Depois disso, se isto resultar, poderemos avançar para negociações de longo prazo para resolver a questão do Golã ocupado”, acrescentou al-Sharaa.

O Presidente sírio rejeitou também qualquer reconhecimento da soberania israelita sobre o território. “Qualquer reconhecimento da reivindicação de Israel sobre o Golã sírio ocupado é inválido. Este é um direito que pertence ao povo sírio, e não a qualquer governo”, disse.

Após a queda do regime de Bashar al-Assad, a 8 de dezembro de 2024, Israel declarou o colapso do Acordo de Separação de 1974 e avançou para a ocupação da zona tampão ao longo da fronteira.

Apesar de a nova administração síria não ter emitido ameaças contra Israel, as forças israelitas têm realizado ataques aéreos na Síria desde a queda de Assad, provocando vítimas civis e atingindo instalações militares, equipamento e munições.