Türkiye exige a libertação imediata da equipa da CNN Türk detida por Israel

O incidente é outro ataque israelita à imprensa e uma tentativa de ocultar a verdade, diz Burhanettin Durhan, acrescentando que Ancara está a acompanhar a situação.

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Emrah Cakmak e Halil Kahraman foram detidos por forças de segurança israelitas em Telavive. (Foto: CNN Turk) / User Upload

A Türkiye está a tomar todas as medidas necessárias para a libertação imediata de um repórter e de um operador de câmara da CNN Turk que foram detidos em Israel, disse Ancara.

O governo está a adotar as medidas necessárias para “a libertação rápida dos nossos jornalistas e está a monitorizar de perto a situação”, afirmou o chefe das Comunicações da Türkiye, Burhanettin Duran, na plataforma turca NSosyal, na terça‑feira.

“Estamos novamente confrontados com um dos ataques de Israel que têm como alvo membros da imprensa na tentativa de ocultar a verdade”, acrescentou.

O porta‑voz do Partido AK, Omer Çelik, também descreveu a detenção do repórter Emrah Cakmak e do perador de câmara Halil Kahraman pelas forças israelitas como “um ataque à liberdade de imprensa”.

Çelik afirmou que a decisão de deter os jornalistas foi “inaceitável” e pediu a sua libertação imediata. “Estamos a acompanhar o assunto de perto”, acrescentou.

‘Intervenção irregular’

Segundo a CNN Turk, Emrah Cakmak e Halil Kahraman foram detidos pelas forças de segurança israelitas enquanto faziam uma transmissão ao vivo de Telavive após ataques de mísseis iranianos à cidade.

A rede informou que a equipa estava a cobrir as consequências do ataque, incluindo imagens de civis a sair de abrigos, quando agentes de segurança se aproximaram e interromperam a transmissão ao vivo.

Imagens da transmissão mostraram os oficiais a intervir momentos antes do sinal ser cortado.

A CNN Turk descreveu a ação como uma “intervenção irregular”, dizendo que os jornalistas foram detidos e os seus telefones móveis confiscados.

Kahraman explicou que lhe foi concedido acesso breve a um telefone e afirmou que ambos os jornalistas estavam bem de saúde, mas permaneciam detidos e sem os seus equipamentos.