Num programa realizado em Jerusalém Ocidental, o Presidente de Israel, Isaac Herzog, sublinhou que “uma terrível brutalidade está a espalhar-se” na sociedade israelita.
Herzog chamou a atenção para o facto de judeus fanáticos estarem a atacar locais sagrados de palestinianos muçulmanos e cristãos, bem como para o aumento “alarmante” dos ataques perpetrados por grupos israelitas que usurpam terras palestinianas na Cisjordânia ocupada.
Indicando que esta violência começou a deslocar-se da periferia para o centro da sociedade, Herzog declarou: “Nas margens da sociedade israelita está a ocorrer um terrível processo de desumanização. Estamos a assistir ao comportamento selvagem de um pequeno grupo de pessoas que acredita que aqueles que são detidos e interrogados não têm quaisquer direitos.”
Ministro israelita Ben-Gvir reage às declarações
As declarações de Herzog provocaram a reação do Ministro da Segurança Nacional de extrema-direita de Israel, Itamar Ben-Gvir, conhecido por elogiar e divulgar imagens dos maus-tratos infligidos aos activistas da Flotilha Global Sumud, que procuravam romper o bloqueio a Gaza e entregar ajuda humanitária, tendo sido detidos por Israel em águas internacionais.
Numa publicação na plataforma X, Ben-Gvir afirmou: “Um Presidente que chama monstros a centenas de milhares de cidadãos do Estado de Israel não é digno de exercer a presidência.”
O ministro de extrema-direita, que defende os maus-tratos infligidos aos activistas da Flotilha Global Sumud, é também conhecido por visitar prisões israelitas e expor perante as câmaras as violações cometidas contra prisioneiros palestinianos, apoiando publicamente esses abusos.
Organizações de direitos humanos afirmam que, durante o mandato de Ben-Gvir, aumentaram os casos de tortura sistemática contra prisioneiros palestinianos nas prisões israelitas, bem como a degradação das suas condições de detenção.











