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Primeiro-Ministro polaco Tusk: "Possível acordo de paz na Ucrânia dentro de semanas"
O Primeiro-Ministro polaco Donald Tusk aponta as garantias dos EUA como fatores-chave que impulsionam o otimismo, enquanto as negociações se intensificam, apesar do endurecimento da retórica de Moscovo.
Primeiro-Ministro polaco Tusk: "Possível acordo de paz na Ucrânia dentro de semanas"
O Primeiro-Ministro polaco Donald Tusk discursa numa reunião do governo, afirmando que «a paz está no horizonte». / Reuters
31 de dezembro de 2025

O Primeiro‑Ministro da Polónia, Donald Tusk, afirmou que um acordo de paz para pôr fim à guerra da Rússia na Ucrânia poderia ser alcançado em semanas, citando um renovado ímpeto diplomático após conversas com líderes europeus, o Canadá e aliados da NATO.

'A paz está no horizonte', disse Tusk numa reunião do governo na terça‑feira, ressaltando que os acontecimentos recentes ofereciam 'motivos para esperança' de que o conflito pudesse acabar mais cedo do que tarde — embora tenha alertado que o sucesso não estava garantido.

'Quando digo semanas, quero dizer semanas, não meses ou anos', disse ele.

Tusk apontou as garantias de segurança oferecidas a Kiev pelos Estados Unidos como fator‑chave para o otimismo, ao mesmo tempo em que reconheceu que a Ucrânia pode ter de aceitar compromissos difíceis, inclusive em questões territoriais.

A paz está próxima apesar dos 'pontos de atrito'

Os comentários surgiram quando o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington e Kiev estavam 'muito perto' de um acordo após conversas com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, mesmo com questões por resolver.

Zelensky disse que o controlo da central nuclear de Zaporizhzhia, nas mãos dos russos, e o futuro da região de Donbass, no leste da Ucrânia, continuam a ser pontos de atrito.

O Kremlin, no entanto, adotou um tom mais desafiante, dizendo que a sua posição negocial se endureceria após acusar a Ucrânia de atacar uma residência presidencial russa — uma alegação que Kiev rejeitou como sem fundamento e destinada a atrasar os esforços de paz.

A Rússia continua a exigir que a Ucrânia retire tropas de partes do leste ucraniano que Moscovo afirma ter anexado, enquanto Kiev tem defendido um cessar‑fogo ao longo das atuais linhas da frente.

Washington sugeriu a ideia de uma zona económica livre como parte de um possível acordo, caso as forças ucranianas recuem.

Tusk afirmou que janeiro poderia marcar um momento decisivo, exortando os aliados a se prepararem para grandes decisões sobre o futuro da Ucrânia e a arquitetura de segurança da Europa.

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