TÜRKİYE
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Türkiye condena a interceção por Israel de uma flotilha de ajuda a Gaza como “ato de pirataria”
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Türkiye afirma que o ataque de Israel à flotilha violou os valores humanitários e o direito internacional, apelando a uma resposta global unida.
Türkiye condena a interceção por Israel de uma flotilha de ajuda a Gaza como “ato de pirataria”
A flotilha, transportando 400 civis, visa abrir um corredor de ajuda marítima para Gaza, sob bloqueio israelita desde 2007. / Foto: AFP

A Türkiye afirmou na quinta-feira que a intervenção ilegal de Israel contra uma flotilha de ajuda com destino a Gaza constitui “um ato de pirataria”, acrescentando que está a tomar “todas as medidas necessárias” relativamente aos seus cidadãos e aos restantes passageiros a bordo.

“Ao atacar a Global Sumud Flotilla, que procurava chamar a atenção para a catástrofe humanitária enfrentada pelo povo oprimido de Gaza, Israel visou os valores humanitários e o direito internacional”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Türkiye em comunicado.

O ministério afirmou ainda que as ações de Israel violaram o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais, acrescentando: “Apelamos à comunidade internacional para que adote uma posição unida contra este ato ilegal por parte de Israel.”

“Estão a ser tomadas todas as medidas necessárias, em coordenação com os países relevantes, relativamente à situação dos nossos cidadãos e dos restantes passageiros a bordo da flotilha”, acrescentou.

A flotilha com destino a Gaza informou na manhã de quinta-feira que a marinha israelita desativou os seus motores e destruiu os sistemas de navegação durante a interceção, deixando centenas de pessoas retidas.

A entidade organizadora da Global Sumud Flotilla indicou que navios militares israelitas cercaram o comboio em águas internacionais, perto da ilha grega de Creta, bloqueando as comunicações e cortando o contacto com 11 embarcações.

A flotilha, que transportava mais de 400 civis, tinha como objectivo abrir um corredor marítimo humanitário para Gaza e entregar ajuda ao enclave, que se encontra sob bloqueio israelita desde 2007.

A guerra de Israel em Gaza, iniciada em outubro de 2023, agravou ainda mais a situação no território, causando pelo menos 72.600 mortos palestinianos, mais de 172.400 feridos e uma destruição massiva que afetou cerca de 90% das infraestruturas civis.

Apesar de um acordo de cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025, Israel tem continuado os seus ataques a Gaza e tem limitado a entrada de ajuda no enclave.