O Irão estabeleceu um prazo de um mês para as negociações sobre um acordo que vise reabrir o Estreito de Ormuz, pôr fim ao bloqueio naval dos EUA e encerrar definitivamente a guerra no Irão e no Líbano, de acordo com uma notícia publicada no sábado pela Axios.
Teerão apresentou na quinta-feira a Washington uma proposta revista de 14 pontos para um acordo-quadro.
Duas fontes a par do documento afirmaram que este estabelece um prazo rigoroso de um mês para garantir um acordo que abranja o acesso marítimo, o fim do bloqueio naval dos EUA e um cessar-fogo duradouro em ambas as frentes.
«Se eles se comportarem mal, se fizerem algo de mal, mas neste momento, vamos ver. É uma possibilidade que pode acontecer, certamente», disse o Presidente dos EUA, Donald Trump, aos jornalistas no sábado, quando questionado se iria ordenar novos ataques.
A proposta prevê uma segunda fase apenas após a conclusão de um acordo inicial, dando início a mais um mês de negociações centradas no programa nuclear, de acordo com as fontes.
Embora Trump tenha afirmado na sexta-feira estar insatisfeito com a proposta iraniana, disse aos jornalistas no sábado, antes de partir de Palm Beach para Miami, que iria analisá-la durante o voo.
«Estou a analisá-la. Depois digo-vos o que acho», afirmou.
«Eles falaram-me sobre o conceito do acordo. Vão dar-me o texto exato agora», disse ele.
Poucos instantes depois, Trump adotou um tom muito mais severo no Truth Social, afirmando que «não consegue imaginar que isso seja aceitável» e insistindo que o Irão «ainda não pagou um preço suficientemente alto pelo que fez à humanidade e ao mundo ao longo dos últimos 47 anos».
Nas mesmas declarações à imprensa, Trump caracterizou o bloqueio aos portos iranianos como uma medida «muito amigável» e incontestável, sustentando que tal não contradiz a sua afirmação de que as hostilidades foram «encerradas».







