Eslovénia pressiona por cessar-fogo «imediato e incondicional» em Gaza e acesso à ajuda humanitária

A Eslovénia apresenta um projeto de resolução da ONU expressando «grave preocupação» com a crise humanitária e o risco de fome em Gaza, reafirmando o apoio aos esforços de cessar-fogo liderados pelo Egito, Catar e Estados Unidos.

A resolução sublinha a importância de restaurar os serviços essenciais, de acordo com os princípios humanitários. / Foto: Reuters / Reuters

A Eslovénia, em nome dos membros eleitos do Conselho de Segurança da ONU, apresentou um projeto de resolução apelando a um «cessar-fogo imediato, incondicional e permanente» em Gaza e solicitou uma votação para quarta-feira.

O documento, obtido pela Anadolu, expressa «grave preocupação com a situação humanitária catastrófica, incluindo o risco de fome», e relembra a obrigação de todas as partes de respeitarem o direito internacional humanitário e os direitos humanos.

O texto reafirma também o apoio aos esforços do Egito, do Catar e dos EUA para implementar um cessar-fogo em várias fases, delineado na Resolução 2735 (2024), com o objetivo de garantir a libertação dos reféns, o regresso dos restos mortais e a retirada completa de Israel de Gaza, conduzindo à reconstrução.

Exige ainda o «levantamento imediato e incondicional de todas as restrições» à ajuda humanitária e apela a uma distribuição segura e sem entraves «em grande escala» em todo o enclave.

A resolução sublinha a importância de restaurar os serviços essenciais, em conformidade com os princípios humanitários.

Israel, rejeitando os apelos internacionais para um cessar-fogo, tem levado a cabo uma ofensiva devastadora em Gaza desde outubro de 2023, matando mais de 54.500 palestinianos, a maioria dos quais mulheres e crianças.

As agências de ajuda humanitária alertaram para o risco de fome entre os mais de 2 milhões de habitantes do enclave.

Em novembro passado, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra o Primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e o seu ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza.

Israel também enfrenta um processo por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça pelos seus crimes de guerra contra civis no enclave.