As investidas da Força Aérea nigeriana dirigidas ao grupo terrorista Boko Haram atingiram um mercado local no nordeste da Nigéria, matando dezenas e ferindo muitos outros, informaram um grupo de direitos humanos e a imprensa local.
Autoridades confirmaram um ataque por engano, mas não forneceram detalhes, noticiou a AP.
A Força Aérea nigeriana disse ter abatido membros do Boko Haram no eixo de Jilli, no estado de Borno, mas num comunicado divulgado à Reuters no domingo não mencionou ter atingido um mercado.
Os ataques aéreos ocorreram no sábado, e o número de mortos variou conforme as fontes.
Um grupo de direitos humanos afirmou no X que havia 'mais de 100 mortos' e 35 pessoas gravemente feridas, enquanto um líder local falou em '200 mortos e feridos'.
A Amnistia Internacional disse ter confirmado com sobreviventes que pelo menos 100 pessoas foram mortas no ataque aéreo a uma aldeia no estado de Yobe, perto da fronteira com o estado de Borno, epicentro da insurgência que devasta a região há mais de uma década.
Lawan Zanna Nur Geidam, conselheiro e chefe tradicional do distrito Fuchimeram no município de Geidam, em Yobe, disse à Reuters que os feridos estavam a ser levados para hospitais em Yobe e Borno.
'É um incidente muito devastador no Mercado de Jilli. Enquanto falo consigo, mais de 200 pessoas perderam a vida no ataque aéreo ao mercado', disse ele em entrevista por telefone.
Três outros moradores e um funcionário de uma agência humanitária internacional confirmaram o ataque e o provável número de mortos.
A Agência de Gestão de Emergências do Estado de Yobe (SEMA) afirmou ter recebido relatos preliminares de um incidente no Mercado de Jilli, que supostamente resultou em vítimas entre alguns comerciantes, e que ativou a resposta de emergência.
Ahmed Ali, de 43 anos, morador que vende materiais médicos no mercado, disse ter ficado ferido numa explosão.
'Fiquei muito assustado e tentei fugir, mas um amigo arrastou-me e todos deitámos-nos no chão', disse ele a partir do hospital.













