Espera-se que o Banco Central Europeu aumente as taxas de juros na quinta-feira, ao procurar evitar que a inflação seja reacendida pelos crescentes custos de energia ligados à guerra no Irão.
A inflação na zona euro de 21 países mantém‑se acima de 3%, bem acima da meta de 2% do BCE, enquanto o crescimento económico continua estagnado, deixando os decisores divididos sobre o quão agressivamente devem “apertar” as políticas.
‘Aumento de seguro’ para proteger a credibilidade
Economistas esperam o que muitos apelidam de um “aumento dos prémios de seguro” — uma medida preventiva destinada a estabilizar as expectativas de inflação e a restaurar a credibilidade após a subida dos preços no período pós-pandémico.
A taxa de depósito deverá subir para 2,25 %, marcando o primeiro aumento em quase três anos, sendo improvável que os responsáveis se comprometam com novas subidas imediatas, mas deixando a porta aberta a novas medidas ainda este ano.
Os mercados já estão a prever até dois aumentos adicionais, com uma nova medida a poder ocorrer já em setembro.
No entanto, nem todos os analistas estão convencidos. Alguns alertam que o BCE corre o risco de apertar a política monetária numa economia em enfraquecimento, já pressionada por choques energéticos e por uma fraca procura dos consumidores.
O banco divulgará também novas projeções na quinta-feira, que deverão revelar uma perspetiva mais restritiva em relação à inflação e sinalizar que os decisores políticos permanecem atentos a riscos adicionais.
















