Orçamento de Israel para 2026 passa na primeira leitura no Knesset
O Governo deve obter três aprovações parlamentares para o orçamento até 31 de Março.
O Knesset de Israel aprovou a primeira leitura do orçamento estatal para 2026 depois de resolvida uma crise com os parceiros ultraortodoxos (Haredi) da coligação, mas o governo de Benjamin Netanyahu ainda precisa de mais duas aprovações antes de 31 de Março para evitar eleições antecipadas.
A primeira leitura foi aprovada na quarta-feira com 62 votos a favor e 55 contra, após um atraso de dois dias no Knesset, segundo a comunicação social local.
O atraso deveu-se a divergências sobre um projecto de lei que isentaria estudantes de yeshiva (escolas de Torá) do serviço militar, apesar das exigências dos partidos Haredi para um quadro legal completo de isenções.
O projecto de lei foi apoiado pelo partido Haredi Shas e pela facção Degel HaTorah dentro do partido Judaísmo Unido da Torá, enquanto Agudat Israel, a outra facção Haredi dentro do mesmo partido, se opôs.
São necessários mais dois votos, e o Governo deve obter três aprovações parlamentares para o orçamento até 31 de Março. Devem decorrer pelo menos 60 dias entre a primeira e a última votação.
Eleições antecipadas
Se o orçamento não for aprovado pelo Knesset nas votações de Março, serão realizadas eleições antecipadas dentro de três meses.
Benjamin Netanyahu, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, afirmou anteriormente que realizar eleições agora seria um “erro”.
O actual mandato de Netanyahu começou com um controverso plano de reforma judicial que desencadeou meses de protestos em massa, com dezenas de milhares de israelitas nas ruas quase diariamente.
Figuras da oposição e familiares de cativos também o acusaram de prolongar o genocídio em Gaza para garantir a sua própria sobrevivência política.
Israel matou mais de 71.600 palestinianos, na sua maioria mulheres e crianças, e feriu mais de 171.400 em Gaza desde Outubro de 2023.