O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) atingiu, pela primeira vez, 30% de apoio numa sondagem a nível nacional e lidera agora os conservadores do chanceler Friedrich Merz por 10 pontos percentuais, de acordo com uma sondagem da GMS publicado na segunda-feira.
A União Democrata-Cristã (CDU), partido conservador de Merz, e o seu partido irmão da Baviera, a União Social-Cristã (CSU), caíram para 20% — o nível mais baixo registado pela empresa de sondagens GMS para os conservadores.
Juntamente com os social-democratas, com 11%, a coligação do chanceler não teria apoio suficiente para formar uma maioria no parlamento se as eleições se realizassem esta semana.
A GMS realizou a última sondagem sobre esta mesma questão no final de julho.
Desde então, a AfD, que faz campanha contra a imigração, ganhou 2 pontos e a «Grande Coligação» da CDU/CSU de Merz perdeu 3.
Os Verdes subiram 1 ponto, para 14%. O Partido da Esquerda também ganhou 1 ponto, para 11%. Os liberais do Partido Democrata Livre caíram para 4% e a Aliança Sahra Wagenknecht (BSW) ficou nos 3%, ambos abaixo do limiar de 5% necessário para entrar no parlamento.
A vitória da AfD pode desencadear eleições antecipadas
Os números representam uma mudança acentuada em relação às eleições federais de 23 de fevereiro de 2025, quando a aliança conservadora CDU/CSU do chanceler Merz obteve 28,5% e a AfD 20,8%.
A sondagem surge na véspera das eleições regionais em Meclemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim, que se realizam no domingo.
Essas votações são também vistas como um teste ao futuro político do chanceler Merz, após a pesada derrota dos conservadores perante a AfD na Saxónia-Anhalt, onde o partido de extrema-direita obteve 43,8% dos votos a 6 de setembro.
Há semanas que crescem as especulações nos meios de comunicação social sobre uma possível mudança de chanceler, sendo o primeiro-ministro da Renânia do Norte-Vestefália, Hendrik Wuest (CDU), apontado como potencial sucessor.
Uma disputa pela liderança dos Democratas-Cristãos após as eleições estaduais não levaria, por si só, à dissolução do Bundestag nem desencadearia eleições antecipadas. Se a pressão do partido forçar a saída de Merz, o parlamento poderá eleger um novo chanceler sem necessidade de uma votação a nível nacional.





















