O exército israelita anunciou que está a expandir a sua invasão terrestre no Líbano, alertando para uma ofensiva prolongada, após Beirute ter condenado o que considerou serem violações flagrantes da soberania libanesa por parte de Israel.
As forças israelitas receberam ordem, no início de domingo, para destruir pontes que, segundo afirmam, eram utilizadas pelo Hezbollah para atravessar o rio Litani, enquanto os meios de comunicação oficiais libaneses reportaram ataques israelitas no sul do país.
“A operação contra a organização terrorista Hezbollah apenas começou... Trata-se de uma operação prolongada”, afirmou o tenente-general Eyal Zamir num comunicado.
“Estamos agora a preparar-nos para avançar com operações terrestres e ataques direcionados, de acordo com um plano organizado”, acrescentou.
Num comunicado separado no domingo, o porta-voz militar brigadeiro-general Effie Defrin afirmou que a expansão da invasão terrestre começaria na próxima semana.
“Prelúdio de invasão terrestre”
O Presidente libanês Joseph Aoun tinha anteriormente alertado que os ataques às pontes “representam uma escalada perigosa e uma violação flagrante da soberania do Líbano, sendo considerados um prelúdio de uma invasão terrestre”.
O exército israelita afirmou ter “atingido uma passagem sobre o rio Litani que era usada por terroristas do Hezbollah para manobrar entre o norte e o sul do rio Litani no Líbano”.
Segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA), de propriedade estatal libanesa, três ataques à ponte perto de Tiro “causaram danos extensos, tornando-a inutilizável”. Mais tarde, foi reportado um quarto ataque.
A NNA referiu que os ataques provocaram “danos nas redes elétricas, além de danos graves em lojas, pomares e parques adjacentes à ponte”.
Aoun afirmou que “atingir pontes sobre o rio Litani... é uma tentativa de cortar a ligação geográfica entre a área a sul do Litani e o resto do território libanês”.
A NNA também reportou que forças israelitas estavam a “fazer explodir várias casas na localidade de Taybeh”, perto da fronteira com Israel.
Mais cedo no domingo, Israel afirmou que disparos de foguetes a partir do Líbano mataram um civil, mas mais tarde anunciou que estava a investigar se “o incidente envolveu fogo proveniente de soldados das IDF (forças armadas israelitas)”.










