O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu governar para todos os brasileiros, reforçar a posição internacional do país e promover uma ambiciosa agenda climática, após garantir a reeleição no domingo.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 48,21%.
“Ninguém é obrigado a gostar do Presidente eleito, mas ele tem de governar para todos”, afirmou Lula ao dirigir-se aos seus apoiantes, agradecendo ao povo brasileiro e prometendo respeitar os cidadãos, independentemente das suas afinidades políticas.
Lula criticou também o campo político do seu adversário, Flávio Bolsonaro, declarando que “esta foi uma derrota do negacionismo e das mentiras”.
Prometendo uma agenda ambiciosa para o próximo mandato, Lula afirmou: “Quero assumir um compromisso: vou cumprir o melhor mandato presidencial de sempre. Vou dedicar-me 24 horas por dia para transformar este país naquele com que todos sonham”.
O Presidente eleito destacou também a soberania nacional, afirmando: “Nestas eleições, derrotámos a interferência externa”.
“Este país não aceitará ser o quintal de ninguém”, acrescentou.
Ao delinear a sua visão para o papel do Brasil no mundo, Lula afirmou que o país deve assumir uma posição central nos assuntos internacionais e dar o exemplo no domínio da política climática.
“Queremos ser um país central, não um país periférico. Vamos mostrar ao mundo como se implementam políticas climáticas neste país”, declarou.
Um regresso histórico
A vitória de Lula marcou um regresso histórico, depois de ter ficado em segundo lugar na primeira volta, realizada a 4 de outubro, quando Bolsonaro liderou com 47,03% dos votos válidos, contra os 45,16% de Lula.
Segundo a Câmara dos Deputados do Brasil, Lula tornou-se o primeiro candidato da história democrática do país a terminar em segundo lugar na primeira volta e a vencer as eleições presidenciais na segunda volta.
A campanha de Lula mobilizou os seus apoiantes através de comícios de rua e das redes sociais.
A vitória garante a Lula um quarto mandato presidencial não consecutivo, após as vitórias de 2002, 2006 e 2022. Segundo o portal noticioso G1, é o primeiro Presidente brasileiro a ser eleito por sufrágio popular para quatro mandatos. O seu novo mandato deverá começar a 5 de janeiro de 2027.
A segunda volta registou uma taxa de abstenção de 19,22%, abaixo dos 21,08% verificados na primeira volta, de acordo com os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral do Brasil. Os votos em branco representaram aproximadamente 1,12% dos votos expressos, enquanto os votos nulos corresponderam a 2,12%, perfazendo um total de 3,24%.
A próxima administração de Lula deverá enfrentar a oposição no Congresso e a pressão para equilibrar as contas públicas, ao mesmo tempo que procura alargar os programas sociais.






















