De acordo com uma notícia do jornal Haaretz, Ben-Gvir solicitou um visto à Embaixada dos EUA para participar no casamento da filha do empresário israelita Yaakov Elharar e para uma reunião diplomática.
A notícia refere que Ben-Gvir cancelou a sua viagem aos EUA depois de ter sido convidado a comparecer na Embaixada dos EUA para prestar as impressões digitais no âmbito do processo de visto.
A imprensa israelita salienta que Ben-Gvir, tal como outros ministros, tem direito a obter um visto diplomático, mas que a Embaixada dos EUA aplicou um procedimento «incomum», ao solicitar as impressões digitais do ministro de extrema-direita.
Num comunicado emitido pelo gabinete de Ben-Gvir, foi confirmado que a Embaixada dos EUA em Israel solicitou as impressões digitais para a concessão do visto.
O financiamento da viagem também foi alvo de controvérsia
De acordo com a notícia do Haaretz, o facto de as despesas da visita de Ben-Gvir aos EUA irem ser suportadas por um empresário israelita também suscitou controvérsia.
A notícia refere que uma comissão reunida sob a presidência do Provedor de Justiça de Israel se opôs ao financiamento da viagem de Ben-Gvir aos EUA pelo empresário israelita Elharar.
Na sequência dessa objeção, foi noticiado que Ben-Gvir retirou o seu pedido para que as despesas da viagem fossem suportadas pelo empresário israelita.
Em Israel, as viagens ao estrangeiro dos ministros financiadas por fontes privadas podem ser autorizadas, desde que não provoquem conflitos de interesses, não resultem em abuso de poder público e não entrem em contradição com as normas éticas.















