G7 pronto para tomar todas as medidas necessárias com a AIE para garantir o abastecimento energético
A declaração surge após conversações de emergência com a AIE, numa altura em que as tensões no Médio Oriente ameaçam uma artéria fundamental do comércio energético global.
Os ministros da Energia dos países do Grupo dos Sete (G7) afirmaram estar prontos para tomar “todas as medidas necessárias”, em coordenação com a Agência Internacional de Energia (AIE), para responder aos riscos para o abastecimento energético global decorrentes do conflito no Médio Oriente, segundo um comunicado.
A declaração foi feita na quarta-feira, após uma reunião virtual realizada na terça-feira com Fatih Birol, o economista turco que dirige a AIE, para avaliar o impacto da crise regional nos mercados energéticos globais.
Num comunicado conjunto, o grupo afirmou que está a acompanhar de perto a segurança do fornecimento de petróleo e gás, bem como a volatilidade dos preços da energia nos países membros e a nível mundial.
“Trabalhando em conjunto com a AIE, estamos a monitorizar atentamente as tendências dos mercados energéticos e a coordenar-nos dentro do G7 e com os nossos parceiros internacionais”, afirmaram.
O G7 também manifestou apoio “em princípio” a medidas proativas para enfrentar possíveis perturbações, incluindo a eventual utilização de reservas estratégicas.
Mais tarde, a AIE sugeriu uma libertação coordenada de cerca de 300 a 400 milhões de barris provenientes das reservas estratégicas mantidas pelos seus países membros, segundo uma pessoa familiarizada com as discussões. Se for aprovada, a medida representará a maior libertação de petróleo de emergência da história da AIE.
Os ministros da Energia acrescentaram que os Estados-membros irão analisar cuidadosamente as recomendações resultantes das conversações e reafirmaram que estão prontos para agir, caso seja necessário.
“Concordámos em estar preparados para tomar todas as medidas necessárias em coordenação com os membros da AIE”, refere o comunicado.
Desde que Israel e os Estados Unidos lançaram ataques conjuntos contra o Irão a 28 de fevereiro, que já provocaram mais de 1.200 mortos, incluindo o antigo líder supremo Ali Khamenei, as hostilidades têm-se intensificado.
O Irão respondeu com ataques de drones e mísseis dirigidos contra Israel, Jordânia, Iraque e países do Golfo que acolhem instalações militares dos Estados Unidos.
O Irão também fechou, na prática, o Estreito de Ormuz a 28 de fevereiro. Esta via marítima estratégica movimenta normalmente cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia e aproximadamente 20% do comércio mundial de gás natural liquefeito.