GUERRA EM GAZA
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Exército israelita lança uma "nova fase" do genocídio para ocupar a Cidade de Gaza
O plano prevê forçar quase 1 milhão de palestinianos a deslocarem-se para o sul, cercar a cidade, atacar bairros residenciais.
Exército israelita lança uma "nova fase" do genocídio para ocupar a Cidade de Gaza
Tanques e veículos blindados israelitas são mobilizados na fronteira de Gaza enquanto os ataques continuam. / AA
21 de agosto de 2025

O exército israelita afirmou ter lançado uma "nova fase" da sua agressão em curso para reocupar a Cidade de Gaza, escalando o seu genocídio no enclave palestiniano sitiado.

"Começámos operações preliminares e as primeiras etapas do ataque à Cidade de Gaza. As nossas forças estão agora a controlar os arredores da Cidade de Gaza", disse o porta-voz militar, Effie Defrin, numa conferência de imprensa.

Ele firmou que o exército passou para a segunda fase da sua invasão terrestre, com o nome de código Operação Carros de Gideão.

"O Hamas de hoje não é o mesmo Hamas que existia antes da operação", alegou Defrin.

Segundo ele, o Chefe do Estado-Maior Eyal Zamir ordenou 60.000 novas convocatórias para reservistas e prolongou 20.000 ordens de serviço atuais para sustentar a expansão.

Defrin disse também que Israel tem 75% do "controlo operacional" de Gaza.

Deslocação forçada

Em 8 de Agosto, o Gabinete de Guerra do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu aprovou um plano para reocupar gradualmente o enclave, começando pela Cidade de Gaza.

O plano prevê forçar quase 1 milhão de palestinianos para sul, cercar a cidade e realizar ataques terrestres em bairros residenciais.

em 11 de Agosto, Israel lançou um assalto generalizado contra o bairro de Zeitoun da Cidade de Gaza.

Testemunhas disseram que havia casas a serem explodidas com robots carregados de explosivos, fogo de artilharia, tiroteios indiscriminados e deslocação em massa de residentes.

O genocídio de Israel

Israel matou mais de 62.100 palestinianos em Gaza desde outubro de 2023.

O enclave foi devastado por meses de bombardeamento, com avisos generalizados de fome forçada por parte de peritos apoiados pela ONU.

Em novembro passado, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de captura para Netanyahu e o ex-Ministro da Defesa Yoav Gallant por crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza.

Israel também enfrenta um processo por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça.

A carnificina na Cidade de Gaza marca um ponto de viragem no genocídio, com funcionários israelitas a descreverem abertamente um plano de reocupação a longo prazo apesar da crescente condenação internacional.

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