Responsáveis políticos e de segurança israelitas substituíram a expressão “migração voluntária” por “Plano de Livre Circulação” para designar os planos de relocalização de palestinianos da Faixa de Gaza, avançou o Canal 13 de Israel, numa tentativa de responder às preocupações internacionais sobre deslocações forçadas.
Citando fontes conhecedoras do processo, o Canal 13 revelou que foram dadas instruções a vários organismos, incluindo instituições de segurança e serviços de informação, para reapresentarem a iniciativa utilizando uma linguagem considerada “mais aceitável” a nível internacional.
As mesmas fontes afirmaram que os contactos com países envolvidos revelaram otimismo de que a mudança de terminologia pudesse contribuir para alterar as suas posições e relançar o plano, depois de anteriores tentativas sem sucesso.
Um alto responsável israelita, que não foi identificado, reconheceu que o Hamas “continua a existir” em Gaza e afirmou que Israel pretende incentivar “o maior número possível de palestinianos em Gaza” a abandonar o território.
Genocídio de Israel
Em abril, o jornal israelita Haaretz noticiou que o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu encarregou a sua conselheira para os assuntos internacionais, Caroline Glick, de promover planos para a relocalização de palestinianos, incluindo contactos com a Somalilândia e a República Democrática do Congo, embora essas diligências não tenham produzido resultados.
Já em dezembro de 2025, o Canal 12 informou que o aparelho de segurança apresentou ao Governo um plano para retirar palestinianos de Gaza por via terrestre, marítima e aérea, mas os contactos com vários países não conduziram a qualquer acordo.
Israel tem apresentado repetidamente a deslocação de palestinianos sob o conceito de “migração voluntária”, enquanto a guerra em curso, a destruição generalizada e o bloqueio imposto à Faixa de Gaza têm suscitado repetidos alertas da Autoridade Palestiniana, do Hamas e de vários países árabes contra qualquer deslocação forçada.
Desde outubro de 2023, a ofensiva israelita em Gaza causou mais de 73 mil mortos, mais de 173 mil feridos e destruiu cerca de 90% das infraestruturas do enclave, segundo os números citados pela fonte.











