MÉDIO ORIENTE
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Israel reformula plano para Gaza após críticas sobre deslocação forçada
A medida surge no meio de contínuos assassinatos e ocupações de terras por parte de Israel em Gaza, em violação do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.
Israel reformula plano para Gaza após críticas sobre deslocação forçada
Criança palestiniana olha de dentro de uma tenda improvisada erguida perto de edifícios destruídos em ataques israelitas no sul de Gaza, a 24/06/2026. / AA

Responsáveis políticos e de segurança israelitas substituíram a expressão “migração voluntária” por “Plano de Livre Circulação” para designar os planos de relocalização de palestinianos da Faixa de Gaza, avançou o Canal 13 de Israel, numa tentativa de responder às preocupações internacionais sobre deslocações forçadas.

Citando fontes conhecedoras do processo, o Canal 13 revelou que foram dadas instruções a vários organismos, incluindo instituições de segurança e serviços de informação, para reapresentarem a iniciativa utilizando uma linguagem considerada “mais aceitável” a nível internacional.

As mesmas fontes afirmaram que os contactos com países envolvidos revelaram otimismo de que a mudança de terminologia pudesse contribuir para alterar as suas posições e relançar o plano, depois de anteriores tentativas sem sucesso.

Um alto responsável israelita, que não foi identificado, reconheceu que o Hamas “continua a existir” em Gaza e afirmou que Israel pretende incentivar “o maior número possível de palestinianos em Gaza” a abandonar o território.

Genocídio de Israel

Em abril, o jornal israelita Haaretz noticiou que o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu encarregou a sua conselheira para os assuntos internacionais, Caroline Glick, de promover planos para a relocalização de palestinianos, incluindo contactos com a Somalilândia e a República Democrática do Congo, embora essas diligências não tenham produzido resultados.

Já em dezembro de 2025, o Canal 12 informou que o aparelho de segurança apresentou ao Governo um plano para retirar palestinianos de Gaza por via terrestre, marítima e aérea, mas os contactos com vários países não conduziram a qualquer acordo.

Israel tem apresentado repetidamente a deslocação de palestinianos sob o conceito de “migração voluntária”, enquanto a guerra em curso, a destruição generalizada e o bloqueio imposto à Faixa de Gaza têm suscitado repetidos alertas da Autoridade Palestiniana, do Hamas e de vários países árabes contra qualquer deslocação forçada.

Desde outubro de 2023, a ofensiva israelita em Gaza causou mais de 73 mil mortos, mais de 173 mil feridos e destruiu cerca de 90% das infraestruturas do enclave, segundo os números citados pela fonte.