ÁFRICA
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França é ultrapassada em África pela Türkiye, China e EUA, diz Macron
O Presidente francês apela a que a França adote uma relação com a África baseada na igualdade e na parceria.
França é ultrapassada em África pela Türkiye, China e EUA, diz Macron
O Presidente francês, Emmanuel Macron, discursa na Cimeira África Forward 2026, em Nairobi, Quénia, 12 de maio de 2026. / Reuters

O Presidente da França, Emmanuel Macron, reconheceu que a França perdeu influência em África para concorrentes como a Türkiye, a China e os Estados Unidos, atribuindo esse recuo ao que descreveu como décadas de complacência e arrogância por parte das instituições e empresas francesas.

Na sessão de encerramento do fórum empresarial “Africa Forward”, Macron afirmou que a França tem sido “abalada em África” ao longo dos últimos 25 anos, descrevendo essa tendência como “normal” e até positiva.

Disse ainda que empresas e administrações francesas dependeram excessivamente das relações históricas com países africanos e não conseguiram manter a competitividade.

“Pensavam que existia uma esfera reservada onde ser francês significava que tudo estava automaticamente aberto”, afirmou.

Macron acrescentou que os países africanos estão a fazer escolhas económicas racionais ao procurar parceiros mais competitivos, sublinhando o crescente papel de Ancara e Pequim no continente.

Segundo ele, África já não aceita um modelo baseado apenas na ajuda ou em potências externas a impor soluções para os seus mercados.

Defendeu uma “revolução conceptual”, apelando a que a França abandone uma lógica “vertical” de simples ajuda e adote uma relação baseada na igualdade e na parceria.

Macron afirmou que a nova abordagem deve centrar-se em “co-investir, co-produzir e co-inventar” com as nações africanas.

Destacou ainda o forte potencial económico de África, referindo que o crescimento do continente ultrapassou o do Sudeste Asiático nos últimos anos.