A administração Trump está a planear opções para garantir ou extrair os depósitos de urânio altamente enriquecido do Irão, com discussões centradas no emprego do Comando Conjunto de Operações Especiais para a missão, noticiou a CBS News na sexta-feira, citando várias pessoas informadas sobre o assunto.
Nenhuma decisão foi tomada, disse uma fonte à CBS, e o momento de uma operação permanecia incerto.
Uma porta-voz da Casa Branca afirmou que os preparativos eram responsabilidade do Pentágono, sendo que a agência não respondeu a um pedido de comentários.
Grande parte do depósito de urânio do Irão, estimado em cerca de 450 quilogramas (992 libras) enriquecido a 60%, está enterrado sob locais nucleares já bombardeados nos ataques dos EUA no verão passado.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, confirmou recentemente que o material estava "sob os escombros", sem planos imediatos para recuperá-lo.
Rafael Grossi, Diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), advertiu sobre os perigos extremos envolvidos.
O material existe como hexafluoreto de urânio gasoso em cilindros pressurizados, o que o torna altamente perigoso de manusear.
"Seria, com certeza, uma operação muito desafiadora", disse ele, ao reconhecer que não era impossível.
A reportagem da CBS soma-se a relatos anteriores da CNN e do Axios, ambos os quais relataram que a administração vinha considerando recuperar o armazenamento e eliminar permanentemente o potencial do Irão para armas nucleares.












