Os navios começaram a atravessar o Estreito de Ormuz ao abrigo de um novo plano da agência marítima das Nações Unidas destinado a retirar embarcações que ficaram retidas devido ao conflito na região.
“Os navios já começaram a passar ao abrigo deste plano”, afirmou na quarta-feira a Organização Marítima Internacional (OMI), recusando-se a fornecer detalhes sobre as embarcações que já efetuaram a travessia.
A iniciativa, cuja conclusão demorou vários meses, permitirá que centenas de navios com cerca de 11.000 marítimos retidos no Golfo possam navegar através do Estreito de Ormuz, informou a OMI na terça-feira.
Pelo menos dois navios graneleiros e um cargueiro atravessaram o estreito ao abrigo do plano nas últimas 12 horas, segundo dados de rastreamento marítimo da LSEG divulgados na quarta-feira.
De acordo com dados da LSEG e da MarineTraffic, analisados pela Reuters, pelo menos outros 35 navios comerciais — sobretudo graneleiros, cargueiros e navios porta-contentores — preparavam-se para atravessar o estreito.
Estas embarcações são navios comerciais de menor dimensão, incluindo cinco pequenos petroleiros, navios costeiros e rebocadores, segundo a análise dos navios que aguardavam autorização para partir.
Ao abrigo do plano, que a OMI afirmou só ter sido possível implementar após os Estados Unidos e o Irão terem alcançado um quadro de cessar-fogo, os navios poderão utilizar duas rotas de saída: uma rota a norte, através de águas iranianas, e uma rota a sul, através de “águas coordenadas pelo Sultanato de Omã e pelos Estados Unidos”.
“Os navios devem aguardar instruções antes de avançarem”
“Os navios devem aguardar instruções antes de prosseguirem a viagem”, referiu a OMI numa nota sobre o plano divulgada na quarta-feira.
“A concentração excessiva de embarcações na zona de espera apenas resultará na necessidade de suspender novas autorizações, por razões de segurança da navegação.”
Nas últimas semanas, as forças armadas norte-americanas lançaram uma missão destinada a ajudar os navios a sair do estreito.
A 14 de junho, o Irão e os Estados Unidos anunciaram ter alcançado um entendimento composto por 14 pontos, mediado pelo Paquistão, com o objectivo de pôr fim à guerra e resolver as divergências pendentes através do diálogo e da negociação.
O memorando entrou em vigor a 18 de junho, após ter sido assinado eletronicamente pelo Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
O acordo inclui disposições relacionadas com o fim da guerra, incluindo no Líbano, a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao Irão.














