As forças armadas do Irão reiteraram na quinta-feira que controlam o estratégico Estreito de Ormuz e que não permitirão que os Estados Unidos ou outros países envolvidos nos recentes ataques contra o Irão atravessem esta via marítima vital.
“Sem qualquer dúvida ou negligência, o Estreito de Ormuz está sob a gestão sábia das corajosas forças navais da Guarda Revolucionária. Os agressores norte-americanos e os seus parceiros não têm o direito de passar por aqui”, afirmou o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, uma unidade responsável pela supervisão das operações militares.
O Irão declarou ter fechado efectivamente o Estreito de Ormuz no início de março de 2026, em retaliação contra ataques militares conjuntos dos EUA e de Israel no seu território, alertando que quaisquer navios que tentassem atravessar seriam alvo de ataque.
O encerramento perturbou gravemente o tráfego comercial nesta importante via marítima, que normalmente transporta cerca de 20% das remessas mundiais de energia, fazendo com que o preço do petróleo atingisse 120 dólares por barril.
Numa tentativa de impedir o bloqueio, os Estados Unidos revelaram ter atingido e destruído vários navios navais iranianos, incluindo pelo menos 16 embarcações de colocação de minas, nas proximidades da passagem estratégica.
Navios continuam a ser atacados
Separadamente, a UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou que um navio porta-contentores foi atingido por um “objecto desconhecido” cerca de 65 quilómetros a norte do Porto de Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, provocando um pequeno incêndio a bordo.
Num comunicado, a UKMTO afirmou que o capitão da embarcação relatou que o navio porta-contentores tinha sido atingido por um objecto não identificado e que um pequeno incêndio deflagrou a bordo. A extensão total dos danos não pôde ser determinada devido à escuridão.
A organização acrescentou que todos os membros da tripulação estavam em segurança e que, até ao momento, não foi registado qualquer impacto ambiental.
Segundo o comunicado, as autoridades lançaram uma investigação ao incidente e aconselharam os navios na área a navegar com cautela e a comunicar qualquer actividade suspeita à UKMTO.
O Irão também atingiu um navio comercial registado na Tailândia no estreito, onde vários membros da tripulação ficaram presos a bordo da embarcação, o que levou a um protesto de Banguecoque.








