A União Europeia não conseguiu obter o apoio dos Estados Unidos e de outros países do G7 para um esforço coordenado para bloquear entregas de petróleo russo no âmbito do seu proposto 20.º pacote de sanções contra a Rússia, disse uma fonte diplomática em Bruxelas, segundo um relatório divulgado na segunda-feira.
A fonte, que falou à agência estatal russa Tass, disse que Bruxelas apresentou a proposta a Washington e a outras capitais do G7 como parte de esforços para ampliar restrições que visam o transporte e a prestação de serviços aos carregamentos de petróleo russo.
"A UE apresentou aos EUA e ao G7 o seu plano de proibir totalmente que empresas europeias transportem petróleo russo e prestem qualquer tipo de manutenção, abastecimento, financiamento e serviços de seguro a navios-tanque que transportem petróleo russo, independentemente da bandeira que ostentem. A Comissão Europeia convidou os parceiros a impor restrições semelhantes às suas empresas. Os Estados Unidos recusaram-se", disse o diplomata.
Ele acrescentou que "não exclui a possibilidade de Washington impor as suas próprias medidas a seu tempo e nos seus próprios termos".
"Outros parceiros do G7 disseram que aderir às sanções da UE era possível, mas evitaram dar promessas claras", acrescentou a fonte.
Desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Rússia tornou-se o país mais sancionado do mundo, superando o Irão, a Síria e a Coreia do Norte.
Segundo bases de dados que acompanham sanções, foram impostas a Moscovo mais de 16.500 medidas restritivas dirigidas a indivíduos, entidades, navios e aeronaves.













