O responsável da ONU para o clima afirmou que a onda de calor precoce e recorde que está a atingir grande parte da Europa Ocidental é “um brutal lembrete dos impactos em espiral da crise climática”.
O Reino Unido e a França registaram esta semana os dias de maio mais quentes de sempre, à medida que uma “cúpula de calor” trouxe temperaturas escaldantes, mais típicas do pico do verão, para a Europa Ocidental.
O responsável destacou também as condições extremas na Índia, onde tropas combatem incêndios florestais e as autoridades locais relataram mortes causadas por insolação.
A plataforma internacional de monitorização da qualidade do ar AQI registou que, ao meio-dia de quarta-feira, as 45 cidades mais quentes do mundo se encontravam todas na Índia, com temperaturas superiores a 43 °C.
“Proteger vidas humanas, empresas e economias do calor extremo e dos muitos outros custos crescentes das alterações climáticas é uma prioridade fundamental para todas as nações, e isso começa por abandonar muito mais rapidamente a dependência dos combustíveis fósseis”, afirmou Stiell.
Acrescentou ainda que a guerra no Médio Oriente também expôs os “custos crescentes” da dependência dos combustíveis fósseis e a necessidade de transitar para fontes de energia mais limpas.
As autoridades francesas anunciaram na terça-feira pelo menos sete mortes relacionadas com a onda de calor — cinco das quais por afogamento, numa altura em que muitas pessoas procuravam alívio em zonas balneares.
As autoridades britânicas informaram que quatro adolescentes morreram afogados no Reino Unido desde domingo.
A França e o Reino Unido registaram ambos o dia de maio mais quente de sempre na segunda-feira e voltaram a bater o recorde na terça-feira.
A Irlanda também registou temperaturas recorde para o mês de maio, enquanto Espanha, Itália e Áustria enfrentaram condições invulgarmente sufocantes para esta altura do ano.



















