A Espanha apela aos Estados-Membros da União Europeia para que demonstrem solidariedade perante a crise migratória em Ceuta, na reunião de terça-feira dos ministros da Administração Interna, ao mesmo tempo que critica a Itália pelas medidas fronteiriças adotadas na sequência da chegada em massa de migrantes, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares.
“Vamos exigir solidariedade de todos os Estados-Membros da UE”, declarou Albares à televisão pública espanhola TVE, na segunda-feira.
O ministro afirmou que alguns governos “não estiveram à altura das circunstâncias”, destacando a Itália, ao recordar que a Espanha apoiou Roma durante anteriores crises migratórias que afetaram a ilha italiana de Lampedusa.
Albares acusou ainda aquilo que descreveu como uma “rede reacionária internacional” de divulgar informações falsas sobre o espaço Schengen e sobre a forma como a Espanha tem gerido a crise.
“Infelizmente, estas falsidades foram amplificadas até por alguns governos europeus”, acrescentou.
O ministro elogiou a cooperação de Marrocos, afirmando que Rabat concordou, desde o início, em facilitar o regresso dos migrantes sem exigir qualquer contrapartida à Espanha.
“Todos e cada um dos que entraram irão regressar. Essa é a intenção de Marrocos”, afirmou.
Mais de 50 mil migrantes entraram no enclave espanhol de Ceuta, vindos de Marrocos, na semana passada, naquela que foi uma travessia em massa sem precedentes.
Até à noite de sexta-feira, as autoridades espanholas estimavam que mais de 48.300 pessoas já tinham regressado, enquanto 72 pessoas morreram durante a crise.





















