Cuba assinalou os 100 anos do nascimento de Fidel Castro enquanto os cubanos questionam as promessas da revolução socialista que ele liderou por quase meio século e se os seus sucessores estão à altura da tarefa.
O Partido Comunista de Cuba passou a semana a celebrar o falecido líder revolucionário com exposições, concertos e conferências.
Mas o centenário de 13 de agosto coincide com uma das piores crises da memória recente de Cuba, com escassez aguda de alimentos e água e cortes crónicos de energia.
'Redentor na sua juventude'
Castro é lembrado por apoiantes como quem guiou Cuba por múltiplas crises, incluindo intervenções dos EUA, embargos, tentativas de assassinato e as dificuldades causadas pelo colapso do principal aliado e benfeitor de Cuba, a União Soviética.
O historiador e ativista da oposição Manuel Cuesta, 63 anos, recordou ter visto Castro como um "redentor" na sua juventude.
Hoje, ele acredita que a deterioração das condições de vida levou muitos cubanos a verem Castro como o "arquiteto original deste desastre nacional".
O historiador Hassan Perez, ex-líder estudantil e colaborador próximo de Castro, reconheceu que o centenário chegou sob "as condições mais complexas que se poderiam imaginar".
O contrato social forjado pela Revolução, disse ele, "deteriorou-se" nos últimos anos.
Ainda assim, a afeição por Castro persiste para muitos.




















