Um estudo publicado na revista Alzheimer's and Dementia, que acompanhou mais de 1.700 adultos durante cerca de 24 anos, revelou que os homens que viam televisão com frequência na meia-idade apresentavam uma redução do volume cerebral.
Foi determinado que essa redução ocorria em regiões do cérebro vulneráveis à doença de Alzheimer e que estava associada ao aumento de danos relacionados com o declínio cognitivo.
O mesmo estudo mostrou que as pessoas que passavam grande parte do dia sentadas, mas que durante esse período resolviam quebra-cabeças, respondiam a e-mails ou realizavam actividades que exigiam esforço mental, mantinham estruturas cerebrais mais saudáveis.
Efeito mais evidente nos homens
A diferença entre os sexos observada no estudo surpreendeu os cientistas. A relação entre o tempo passado a ver televisão e as alterações na estrutura cerebral revelou-se muito mais forte nos homens do que nas mulheres.
Os especialistas atribuem esta diferença ao facto de as mulheres interromperem mais frequentemente os períodos de sedentarismo ou a diferenças biológicas entre os dois sexos. Além disso, indicam que as mulheres tendem a ver televisão em períodos mais curtos, enquanto os homens passam mais tempo sentados de forma contínua devido, por exemplo, a competições desportivas e filmes.
O que se faz enquanto se está sentado é importante
Investigadores da Universidade do Sul da Califórnia destacaram que, durante anos, a atenção esteve centrada apenas no tempo total passado sentado, mas que a actividade realizada durante esse período também é um factor essencial para a saúde cerebral.
Ver televisão é considerado uma actividade mentalmente passiva, enquanto trabalhar à secretária envolve processos cognitivos como planeamento, leitura, escrita e resolução de problemas. Estas actividades estimulantes ajudam a criar uma “reserva cognitiva”, que aumenta a resistência do cérebro ao envelhecimento.
Os resultados da investigação mostraram que, mesmo com a prática regular de exercício físico, os efeitos negativos associados a longos períodos a ver televisão não desaparecem completamente. Os especialistas recomendam que as pessoas que passam muito tempo em frente a ecrãs façam pausas frequentes para proteger a saúde cerebral.





















