Cuba recebe carregamento de ajuda humanitária, desafiando as sanções dos EUA
A flotilha de ajuda chega a Havana enquanto a nação insular enfrenta uma crise económica quase catastrófica, na sequência da decisão da administração de Trump de cortar o fornecimento de combustível.
Cuba recebeu um carregamento de ajuda humanitária da flotilha Nuestra América, um esforço internacional organizado por activistas de todo o mundo que procuram contornar as sanções dos EUA que restringem o envio de combustível e outros bens para a ilha.
A ajuda chegou num pequeno navio que partiu na semana passada do porto de Progreso, no México, e entrou no porto de Havana na madrugada de terça-feira, entregando 14 toneladas de alimentos, medicamentos, painéis solares e bicicletas às autoridades cubanas.
Foi um de três navios de uma flotilha que partiram de Progreso, estando previstos mais dois para chegarem posteriormente.
O carregamento veio complementar outras 6 toneladas de bens transportados por via aérea por activistas ao longo da última semana, incluindo entregas a hospitais que foram transmitidas pela televisão estatal cubana.
O Presidente da Cuba, Miguel Díaz-Canel, recebeu na semana passada membros da caravana no palácio presidencial, incluindo políticos europeus como o antigo líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn.
A coligação Nuestra América inclui quase 300 organizações de mais de 30 países, incluindo grupos não governamentais, sindicatos, partidos políticos e legisladores.
“É apenas um primeiro passo. Muito mais apoio se seguirá”, afirmou o activista brasileiro Thiago Ávila após desembarcar.
Entrega simbólica
A entrega de terça-feira, atrasada devido ao mau tempo nas Caraíbas, foi descrita como em grande parte simbólica num país que enfrenta uma grave crise económica que afecta os transportes, os cuidados de saúde e a produção de electricidade.
A administração Trump cortou o fornecimento de combustível à ilha e ameaçou impor tarifas aos países que forneçam petróleo a Cuba.
Esta demonstração de apoio surge pouco depois de a Costa Rica se ter juntado ao Equador no corte de relações diplomáticas com Cuba.