O ex-presidente do Peru, Pedro Castillo, recebeu na quinta-feira uma pena de mais de 11 anos de prisão por conspiração para uma rebelião, em conexão com a sua tentativa fracassada de golpe em 2022.
A sentença também incluiu uma inelegibilidade de dois anos para exercer cargos públicos por minar a ordem constitucional. No entanto, o tribunal absolveu Castillo das acusações de abuso de autoridade e perturbação da ordem pública.
Ao mesmo tempo, o Tribunal de recursos condenou os seus ex-ministros de gabinete, Betssy Chavez e Willy Huerta, bem como o ex-assessor Anibal Torres, pelo mesmo crime, atendendo a um pedido da acusação.
Castillo foi julgado pelas suas ações de 7 de dezembro de 2022, quando anunciou a dissolução do Congresso e declarou o estado de emergência.
Ao dissolver o parlamento, Castillo tentou contornar uma votação iminente que pretendia a sua destituição por "incapacidade moral".
Nesse mesmo dia, a polícia prendeu-o quando saía do Palácio do Governo, supostamente a caminho da embaixada do México com a família. O Congresso procedeu imediatamente à sua destituição.
Turbulência política
Castillo estava no poder há apenas 16 meses e já tinha sobrevivido a duas tentativas anteriores de removê‑lo. O seu curto mandato foi marcado por instabilidade política, incluindo cinco trocas de gabinete, o que levou a uma paralisia institucional significativa.
Ex-professor rural e sindicalista, Castillo venceu a eleição de 2021 na segunda volta contra Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori.









