O mMnistro da Defesa alemão, Boris Pistorius, criticou duramente a guerra dos EUA e de Israel contra o Irão na quinta-feira, afirmando que o conflito carece de uma estratégia clara.
“O que mais me preocupa nesta guerra é que não houve consulta, não há estratégia, não há um objetivo claro e o pior, do meu ponto de vista, é que não há uma estratégia de saída,” disse ele numa conferência de imprensa ao lado do seu homólogo australiano Richard Marles em Canberra, Austrália.
“Esta guerra é um desastre para as economias mundiais. As consequências já estão claras após pouco mais de duas semanas. Não fomos consultados de antemão. Não é a nossa guerra. E por isso não queremos ser arrastados para esta guerra — para deixar isso bem claro,” acrescentou.
Pistorius enfatizou que é necessária uma solução diplomática “o mais rápido possível.”
Ele advertiu que a instabilidade no Médio Oriente teria repercussões em todo o mundo.
“E é por isso que estamos preparados para garantir alguma paz. Se alcançarmos um cessar-fogo, discutiremos uma missão para assegurar a paz, particularmente para garantir o tráfego marítimo livre no Estreito de Ormuz.”
Conversações EUA-Irão
A Alemanha disse na quarta-feira que chegou a hora de intensificar a diplomacia com o objetivo de pôr fim à guerra em curso no Irão.
“Acho que estamos num ponto em que certamente discutiremos negociações mais concretas. Teremos de esperar para ver o que sai das conversações (EUA-Irão) no Paquistão — conversações das quais não estamos a participar, mas que evidentemente estão a ocorrer e que são certamente bem-vindas,” disse o Ministro dos Ngeócios Estrangeiros alemão Johann Wadephul numa conferência de imprensa conjunta em Berlim com o seu homólogo tunisino Mohamed Ali Nafti.
As hostilidades intensificaram-se desde que ataques dos EUA e de Israel ao Irão começaram em 28 de fevereiro, com Teerão a retaliar com repetidos ataques de drones e mísseis contra Israel e países do Golfo que abrigam ativos militares dos EUA.










