Num comunicado, o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) sublinhou que a administração do Telegram não removeu canais e bots utilizados para coordenar actos de terrorismo e sabotagem na Rússia.
A nota refere ainda que está em curso uma investigação contra o fundador e diretor-executivo (CEO) do Telegram, Pavel Durov, por alegado apoio a actividades terroristas e confirma a emissão de um mandado de captura internacional.
Segundo o FSB, os serviços de informações ucranianos, bem como organizações terroristas e extremistas, utilizam numerosos canais, grupos de conversa e bots no Telegram para preparar e coordenar actos de sabotagem e ataques terroristas na Rússia, massacres em massa e actividades de fraude informática.
Entretanto, a Rússia bloqueou recentemente o acesso ao Telegram e aplicou à empresa multas que, no total, ultrapassam os 100 milhões de rublos.
Em 27 de julho, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que continuam os contactos para restabelecer o funcionamento pleno do Telegram no país, mas afirmou que os representantes da empresa não têm demonstrado suficiente empenho nesse processo.
O Telegram é uma das aplicações de mensagens e redes sociais mais populares na Rússia.






















