A União Africana (UA) saudou uma iniciativa de cinco pontos apresentada pela China e pelo Paquistão para aliviar as tensões no Golfo e no Médio Oriente, numa altura em que a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão entra no seu segundo mês.
O presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, afirmou na sexta-feira que a proposta, que apela a um cessar-fogo imediato, à proteção de civis e à segurança marítima, poderá ajudar a encaminhar a crise para uma solução negociada.
“A iniciativa constitui um contributo oportuno e construtivo para os esforços internacionais em curso com vista à redução das tensões”, declarou Youssouf num comunicado, apelando à contenção e ao respeito pelo direito internacional.
Alertou ainda que o impacto do conflito já se faz sentir a nível global, perturbando cadeias de abastecimento energético, sistemas alimentares e a estabilidade económica, sendo os países africanos particularmente vulneráveis às consequências.
O bloco reiterou que uma solução duradoura só poderá ser alcançada através do diálogo e da diplomacia, apelando a todas as partes para reduzirem a escalada e se envolverem urgentemente em negociações sustentadas.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, que é também vice-primeiro-ministro, visitou Pequim na terça-feira, onde deverá reunir-se com o principal diplomata chinês, Wang Yi.
A China e o Paquistão propuseram um plano de paz de cinco pontos para o Médio Oriente, que inclui a cessação imediata das hostilidades, o início de negociações de paz o mais rapidamente possível, a segurança de alvos não militares, a proteção das rotas marítimas e a primazia da Carta das Nações Unidas.
Na semana passada, o Paquistão confirmou o seu papel direto na transmissão de mensagens entre os Estados Unidos e o Irão com vista a pôr fim à guerra no Médio Oriente.
A UA afirmou que está pronta para trabalhar com parceiros internacionais e regionais para apoiar esforços destinados à redução da escalada e à promoção da paz e da estabilidade na região.









