Os húngaros começaram a votar no domingo em eleições parlamentares acompanhadas de perto, que podem pôr fim aos 16 anos no poder do primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán, que se autodefine como uma "espinha" na UE.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, declarou apoio ao atual líder em exercício por mais tempo na UE. A votação é acompanhada atentamente no exterior, especialmente no resto da Europa.
As sondagens sugerem que o partido Tisza do conservador pró-europeu Peter Magyar, que prometeu uma "mudança de sistema", está muito à frente do partido de Orbán.
Orbán disse que a vontade do povo deve ser respeitada nas eleições.
Ele alertou que "a Europa está a caminhar para uma grande crise" e destacou a "necessidade de uma forte união nacional" para enfrentar os desafios emergentes.
Orbán também afirmou que está na corrida para "vencer."
Ambos os campos alegaram interferência estrangeira durante a campanha no país da Europa Central de 9,5 milhões de habitantes. O vice‑presidente dos EUA JD Vance visitou Budapeste no início desta semana para fazer campanha com Orbán.
Orbán, 62 anos, pretende um sexto mandato consecutivo. Tal como Trump, ele apresenta a migração e os valores "woke" como uma ameaça à "civilização" ocidental.
O ex-insider do governo, Magyar, de 45 anos, surgiu apenas há dois anos, reunindo apoio num contexto de estagnação económica, apesar de um sistema eleitoral inclinado a favor do partido Fidesz de Orbán.
As urnas abriram às 6h (04:00 GMT), segundo os jornalistas da AFP e fecharão às 19h.
'Sob cerco'
Orbán entrou cada vez mais em confronto com Bruxelas, que o acusa de reprimir a dissidência, corroer o Estado de direito e congelou millhares de milhões de euros em fundos da UE.
Durante a sua visita, Vance atacou a alegada interferência em Budapeste dos "burocratas" de Bruxelas, enquanto Trump prometeu levar o "poder económico" dos EUA à Hungria se o partido de Orbán vencer.
Ao percorrer o país desde fevereiro, Magyar pediu aos húngaros que "recuperem a nossa pátria" para garantir o seu lugar na UE, e prometeu combater a corrupção e oferecer melhores serviços.
Mas Maria Toth, uma dona de casa de 31 anos com dois filhos, disse à AFP que "é muito importante para nós que Viktor Orbán permaneça no poder."
"Sinto que a Hungria está sob cerco por tantas direções e grandes potências, como Bruxelas, que tentam ditar como vivemos. Se ele perder, fico preocupada com o futuro dos meus filhos", acrescentou ela depois de votar.
Orbán concentrou-se em fazer da Ucrânia o tema central da sua campanha, retratando o país vizinho, que resiste a uma invasão russa, como "hostil" à Hungria.
Antes da campanha, ele também prometeu continuar a sua repressão contra "organizações de 'sociedade civil' falsas, jornalistas comprados, juízes (e) políticos".












