Irão pressiona por uma aliança militar regional excluindo os EUA e Israel
Teerão pede um novo bloco de segurança enraizado na unidade regional, à medida que as tensões de guerra remodelam as alianças no Médio Oriente.
O Irão pediu aos países do Médio Oriente que formem uma nova aliança de segurança e militar que exclua tanto os Estados Unidos quanto Israel, sinalizando uma tentativa de redesenhar a arquitetura de segurança da região perante a escalada do conflito.
Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irão, disse na quarta-feira, em mensagem em vídeo, que chegou a hora de os países da região assumirem coletivamente a responsabilidade pela sua própria defesa sem depender de potências externas.
Ele enquadrou os ataques em curso dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão como um ponto de viragem, descrevendo-os como uma "nova fase" que exige uma resposta unificada do mundo islâmico.
Apelo a uma nova ordem regional
Zolfaghari instou países árabes e muçulmanos a construírem um quadro de segurança conjunto baseado em laços religiosos e regionais partilhados, argumentando que a dependência de atores externos falhou em assegurar a estabilidade.
"Devemos nos unir para garantir nossa segurança", disse ele, pedindo uma carta coletiva baseada em princípios islâmicos.
A proposta reflete o esforço mais amplo de Teerão em angariar apoio regional enquanto enfrenta pressão militar contínua.
A guerra redefine alianças
O apelo surge enquanto as hostilidades desencadeadas pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão continuam a repercutir pela região, com Teerão a responder através de ataques com mísseis e drones visando Israel e países que hospedam ativos militares dos EUA.
Permanece incerto se as potências regionais — muitas das quais mantêm laços de segurança com Washington — considerariam tal aliança, mas a proposta ressalta a crescente divisão geopolítica e as visões concorrentes para o futuro do Médio Oriente.