O Instituto de Saúde Pública da República Democrática do Congo anunciou que, com 101 novos casos detectados nas últimas 24 horas, o número total de casos confirmados subiu para 4945.
Segundo dados do governo, este quadro ultrapassou as perdas de vidas ocorridas durante o surto de 2018–2020, tornando-se o mais letal surto de Ébola na história do país.

Regista-se o período de maior propagação da doença
Na sexta-feira, as Nações Unidas alertaram que o surto tem registado a morte de uma pessoa a cada 30 minutos. Regista-se o período de mais rápida disseminação do vírus no país, e seis das 26 províncias da RDC foram afetadas. Mais de 3400 dos casos foram registados na província de Ituri, na fronteira nordeste, onde o surto foi notificado pela primeira vez.
O país vizinho Uganda também anunciou que pelo menos 20 casos foram notificados na capital, Kampala.
Ainda não existe uma vacina ou tratamento aprovado para a rara variante "Bundibugyo" que está a causar o atual surto.
A Organização Mundial da Saúde declarou a situação na RDC e em Uganda como 'emergência de saúde pública de interesse internacional' em maio.
O vírus, transmitido de animais para humanos, continua a espalhar-se por meio do contato com sangue, fluidos corporais e superfícies contaminadas.


















