A Türkiye apoia o acordo de 18 de janeiro entre o Governo sírio e as SDF, apesar de ter reservas quanto a alguns aspetos, tal como apoiou o acordo de 10 de março, afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Türkiye, Hakan Fidan.
“O que estamos a considerar é a existência de um acordo”, disse Fidan à Anadolu e à TRT na terça-feira.
Fidan afirmou que, embora a Türkiye tenha reservas específicas, prefere colocá-las de lado e dar prioridade ao apoio ao acordo como uma questão de política.
“É também extremamente importante que o decreto emitido pelo Presidente (sírio) (Ahmed) al-Sharaa conceda direitos aos nossos irmãos curdos, que durante muitos anos, na era Assad, foram privados de determinados direitos”, afirmou.
Fidan sublinhou que o decreto é de importância crítica tanto para garantir direitos culturais como para permitir que os cidadãos se sintam mais seguros e mais incluídos na vida pública.
“Grave falha de segurança”
O ministro afirmou ainda que Ancara encara com “grande preocupação” as manipulações em curso por parte do grupo terrorista YPG relativamente a membros libertados do Daesh.
O Ministério do Interior da Síria declarou na segunda-feira que a libertação, por parte do YPG, de detidos do Daesh da prisão de al-Shaddadi, na província nordeste de Hasakah, constitui uma “grave falha de segurança” que ameaça a segurança síria, regional e internacional. Na terça-feira, 81 dos 120 detidos do Daesh libertados foram recapturados, segundo o Ministério.
Fidan acrescentou que falou recentemente com o embaixador dos EUA, Tom Barrack, para discutir as suas impressões resultantes de contactos mantidos em Damasco.

“Sublinhámos que a Türkiye continuará a desempenhar um papel construtivo. Eles reconheceram e apreciaram esses esforços”, disse.
Acordo para integração total
Na noite de domingo, al-Sharaa anunciou um cessar-fogo e um acordo para a integração total das SDF nas instituições do Estado.
Ao abrigo do acordo, as SDF retirarão as suas formações militares para leste do rio Eufrates e entregará o controlo administrativo e de segurança das províncias de Raqqa e Deir Ezzor ao Estado sírio.
O acordo prevê ainda a integração do pessoal militar e de segurança das SDF nos ministérios sírios da Defesa e do Interior, após uma verificação individual de segurança, bem como a transferência de postos fronteiriços, campos de petróleo e gás e instituições civis para o controlo governamental.
O anúncio surgiu após uma operação militar lançada pelo Exército sírio, através da qual recuperou vastas áreas no leste e nordeste da Síria, na sequência de repetidas violações, por parte do YPG, de acordos anteriores assinados com Damasco há quase um ano.


























