MÉDIO ORIENTE
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Irão diz estar “pronto” para conversações com os EUA, mas “preparado para a guerra”
O principal diplomata do Irão afirma que Teerão procura negociações que respeitem os direitos mútuos e a equidade.
Irão diz estar “pronto” para conversações com os EUA, mas “preparado para a guerra”
Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão afirma que a diplomacia continua possível com os EUA sob respeito mútuo. [Foto de arquivo] / AA
12 de janeiro de 2026

As negociações com os Estados Unidos continuam a ser possíveis, afirmou na segunda-feira o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, apesar de Teerão declarar estar totalmente preparado para a guerra.

Falando a embaixadores estrangeiros em Teerão, numa intervenção transmitida pela televisão estatal, Araghchi sublinhou que o Irão não procura a guerra, mas está pronto para se defender.

“A República Islâmica do Irão não procura a guerra, mas está totalmente preparada para a guerra”, afirmou Araghchi.

“Estamos também prontos para negociações, mas essas negociações devem ser justas, com direitos iguais e baseadas no respeito mútuo.”

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“Opções fortes”

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou anteriormente que a liderança iraniana estaria a procurar conversações depois de este ter ameaçado intervir militarmente devido à repressão dos protestos.

Trump disse no domingo que a sua administração está a acompanhar de perto a situação no Irão e a ponderar “opções muito fortes”, à medida que o número de mortos nos protestos em curso, segundo relatos, atinge as centenas.

“Os militares estão a analisar a situação, e nós estamos a considerar algumas opções muito fortes. Tomaremos uma decisão”, disse Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One, a caminho de Washington, DC, a partir da sua propriedade de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Florida.

Trump afirmou ainda que tem recebido relatórios horários sobre o Irão, sem fornecer informações sobre quando, onde ou de que forma os EUA poderão agir.

Protestos no Irão

O Irão tem sido palco de protestos desde o final de dezembro, devido ao agravamento das condições económicas.

O grupo de defesa dos direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, informou da morte de 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança, bem como da detenção de mais de 10.600 pessoas, embora não existam estimativas oficiais sobre o número de vítimas.

Em junho do ano passado, os EUA realizaram ataques aéreos contra três instalações nucleares iranianas estratégicas — Fordow, Natanz e Isfahan — no âmbito da Operação Midnight Hammer, durante a breve guerra entre o Irão e Israel.

Para além dos avisos militares, Trump afirmou estar a explorar formas de restaurar o acesso à internet no Irão, em meio a apagões generalizados, dizendo que tenciona falar com Elon Musk sobre o assunto.

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