Os enviados dos EUA Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram em Israel este sábado para se reunirem com Benjamin Netanyahu, principalmente para discutir Gaza, disseram duas pessoas a par do assunto à Reuters.
O gabinete do genocida israelita não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), Brad Cooper, também chegou a Israel, de acordo com o jornal israelita Yedioth Ahronoth.
«Ainda hoje, ele deverá reunir-se com altos responsáveis da segurança» disse o jornal.
A visita surge num momento de crescente preocupação de que Teerão possa estar prestes a ser alvo de um potencial ataque militar dos EUA, uma vez que os EUA continuam a reforçar as suas forças na região, informou o Canal 12 de Israel na sexta-feira.
O Canal 12 disse que Cooper se reunirá com o chefe do Estado-Maior israelita, Eyal Zamir, e com o comandante da Força Aérea, Tomer Bar.
Na quinta-feira, o exército israelita disse num comunicado que toda a força aérea está em alerta máximo, num contexto de análises em Telavive que apontam para a possibilidade de os EUA lançarem um ataque militar contra o Irão.
A pressão dos EUA e do seu aliado Israel sobre Teerão intensificou-se desde o início dos protestos no Irão no final de dezembro, desencadeados pela deterioração das condições económicas e de vida.
Teerão acusou Washington de tentar, através de sanções, pressão, incitamento à agitação e propagação do caos, criar um pretexto para uma intervenção militar e uma mudança de regime.
Trump também disse na quinta-feira que os Estados Unidos têm uma “armada” a caminho do Irão, mas espera não ter de a usar, ao renovar as advertências a Teerão contra a morte de manifestantes ou o reinício do seu programa nuclear.
Gaza
O chefe da comissão palestiniana de transição para administrar temporariamente Gaza, Ali Shaath, disse na quinta-feira que a passagem fronteiriça de Rafah, efetivamente a única rota de entrada e saída de Gaza para quase todos os mais de 2 milhões de pessoas que vivem lá, seria aberta na próxima semana.
Israel, no entanto, quer restringir o número de palestinianos que entram em Gaza através da passagem fronteiriça com o Egito para garantir que mais pessoas sejam autorizadas a sair do que a entrar, disseram três fontes familiarizadas com o assunto antes da abertura prevista da fronteira.
A fronteira deveria ter sido aberta durante a fase inicial do plano de Trump para acabar com a guerra, ao abrigo de um cessar-fogo alcançado em outubro entre Israel e o Hamas.
O número de mortos em Gaza devido ao genocídio israelita desde 7 de outubro de 2023 é agora de 71 654, e o número de mortos desde o cessar-fogo de outubro é de 481, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza.
No início deste mês, Washington anunciou que o plano tinha agora entrado na segunda fase, ao abrigo da qual se espera que Israel retire mais tropas de Gaza.
O lado de Gaza da passagem está sob controlo militar israelita desde 2024.








