O número de mortes confirmadas durante os protestos em todo o Irão subiu para 4519, informou na terça-feira a Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA), com sede nos Estados Unidos.
Pelo menos 26 314 pessoas foram presas, enquanto outras 5811 sofreram ferimentos graves, quando os protestos entraram no seu 24.º dia, de acordo com dados compilados pela HRANA.
A agência disse que 9049 mortes adicionais ainda estão sob investigação.
A HRANA observou que os números foram registados num contexto de cortes generalizados na Internet, forte pressão de segurança e acesso restrito à informação, alertando que o número real de vítimas pode ser significativamente maior.
O Irão tem sido abalado por ondas de protestos desde 28 de dezembro do ano passado no Grande Bazar de Teerão, devido à forte desvalorização do rial iraniano e ao agravamento das condições económicas. As manifestações espalharam-se posteriormente por várias outras cidades.
Autoridades iranianas acusaram os EUA e Israel de apoiar o que descrevem como «manifestantes armados», que realizaram vários ataques em locais públicos em todo o país.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou repetidamente «atacar com força» se manifestantes fossem mortos, mas posteriormente elogiou Teerão por alegadamente ter cancelado centenas de execuções programadas.







