A Vice-presidente da Venezuela acusou os Estados Unidos de sequestrar o Presidente Nicolás Maduro após ataques aéreos durante a noite, denunciando o que descreveu como uma "operação de mudança de regime" destinada a privar o país da sua soberania e recursos naturais.
Em discurso na televisão estatal, a Vice-presidente Delcy Rodriguez disse que as ações de Washington mostraram que "as máscaras caíram", argumentando que o verdadeiro objetivo da operação era desmantelar a independência política da Venezuela e reimpor um domínio ao estilo colonial.
Anteriormente, o Presidente dos EUA, Trump, elogiou Rodriguez, dizendo: "Ela está essencialmente disposta a fazer o que achamos necessário para tornar a Venezuela grande novamente."
Rodriguez, no entanto, pôs água fria nisto, exigindo a libertação de Maduro e prometendo "defender" o país.
"Já tínhamos avisado que uma agressão estava em curso sob falsos pretextos e falsas desculpas", disse Rodriguez.
"O que está a ser feito à Venezuela é bárbaro."
Ela acusou os EUA de usar o que descreveu como um bloqueio e um cerco militar como ferramentas de dominação, acrescentando que, apesar do que disse ter sido a sua retirada forçada por forças especiais dos EUA, Maduro continuava a ser o único líder legítimo da Venezuela.
Rodriguez exigiu a libertação imediata de Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, que, segundo ela, também foi capturada.
"O povo venezuelano está indignado com o sequestro ilegal e ilegítimo do presidente e da primeira-dama", afirmou.
As suas declarações surgiram perante tensões crescentes após o ataque noturno, que ela caracterizou como um assalto ideológico "verdadeiramente vergonhoso" à Venezuela.
"Os governos do mundo simplesmente ficam chocados que a Venezuela seja a vítima e o alvo de um ataque dessa natureza, que sem dúvida tem conotações sionistas", acrescentou Rodriguez.
De forma significativa, Rodriguez proferiu o seu discurso ladeada por membros seniores do governo venezuelano, incluindo o Presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez, o Ministro do Interior, Diosdado Cabello, e os Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do país.
A demonstração de unidade parecia ter como objetivo reforçar a afirmação do governo de que o poder permanece firmemente nas mãos de Maduro.
Rodríguez exortou os venezuelanos a manterem a calma e a união, apelando aos cidadãos para que defendessem a soberania nacional contra o que ela descreveu como um «império imperialista».
A aparição televisiva seguiu-se a uma mensagem de áudio anterior, na qual Rodriguez exigiu que Washington fornecesse imediatamente «provas de vida» do presidente e da primeira-dama detidos.
Ao longo do seu discurso, Rodriguez referiu-se repetidamente a Maduro como o «único presidente» da Venezuela, sublinhando que ela e o governo continuam a reconhecê-lo como o líder legítimo do país, apesar dos acontecimentos da noite anterior.









