Mais de 4.000 civis fugiram dos estados do Cordofão Sul e Cordofão Norte, no sul do Sudão, nos últimos três dias devido à escalada da insegurança, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Num comunicado na terça-feira, a agência da ONU relatou a deslocação de entre 1.500 e 2.500 pessoas de Al-Kuweik, em Cordofão Sul, além de 375 pessoas de Kadugli e outras 495 de Dilling no mesmo estado, entre 27 e 29 de dezembro.
A OIM disse que as pessoas deslocadas foram para vários locais nos estados de Cordofão Norte, Cordofão Sul e Nilo Branco.
No Cordofão Norte, a organização registou a deslocação de 1.020 pessoas das aldeias de Um Taghirat e Al-Markha, na localidade de Jebrat Al-Sheikh, devido ao agravamento das condições de segurança, observando que fugiram para Omdurman, a oeste da capital Cartum.
No domingo, a OIM anunciou a deslocação de 1.290 pessoas desses dois estados pelos mesmos motivos.
Os três estados do Cordofão — Norte, Ocidental e Sul — têm registado semanas de combates intensos entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF), levando dezenas de milhares de pessoas a fugir.
Dos 18 estados do Sudão, as RSF controlam os cinco estados da região de Darfur, no oeste, exceto algumas partes do norte de Darfur que permanecem sob controlo do Exército.
O Exército, por sua vez, mantém a maior parte das áreas dos 13 estados restantes no sul, norte, leste e centro, incluindo a capital Cartum.
O conflito entre o Exército sudanês e as RSF, que começou em abril de 2023, já matou milhares de pessoas e deslocou milhões de outras.








