MÉDIO ORIENTE
2 min de leitura
Países árabes saúdam reconhecimento da Palestina pelo Ocidente
O reconhecimento da Palestina provocou a fúria de Israel, com o Netanyahu a dizer que um estado palestiniano não será estabelecido.
Países árabes saúdam reconhecimento da Palestina pelo Ocidente
Cerca de três quartos dos estados-membros da ONU já reconhecem a Palestina. / Reuters

Países e organizações árabes saudaram o reconhecimento oficial do estado palestiniano por países ocidentais, incluindo o Reino Unido, o Canadá, a Austrália e Portugal.

A Arábia Saudita saudou a medida no domingo, e "afirma o compromisso genuíno destes países amigos para apoiar o caminho da paz e fazer avançar a solução de dois estados com base nas resoluções relevantes legítimas da ONU".

O Kuwait, numa declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros, elogiou o reconhecimento, dizendo que "contribuirá para aumentar as possibilidades de paz na região e apoiar os esforços internacionais destinados a uma solução de dois estados".

O ministério sublinhou a necessidade de todos os outros países darem um passo semelhante para manter a segurança, estabilidade e prosperidade da região.

Omã também saudou os anúncios, considerando-os um avanço altamente significativo relativamente à solução de dois estados e à segurança e paz regionais.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros omanita renovou o seu apelo aos estados restantes para reconhecerem o estado da Palestina "para garantir o direito legítimo do povo palestiniano de estabelecer o seu estado independente baseado nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital".

O rei Abdullah II da Jordânia elogia a decisão da Austrália de reconhecer o estado da Palestina durante um encontro com o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese em Nova Iorque, segundo uma declaração da Corte Real jordana.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros jordano reafirmou que o reconhecimento oficial pelo Reino Unido, Canadá e Austrália "alinha-se com a vontade internacional crescente de acabar com a ocupação e realizar o direito inalienável do povo palestiniano de estabelecer o seu estado baseado na solução de dois estados".

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) chamou aos anúncios "um passo histórico importante para alcançar a justiça e legitimidade internacional".

Anteriormente, o Reino Unido, o Canadá, a Austrália e Portugal reconheceram oficialmente o estado da Palestina antes da Assembleia Geral da ONU.

Cerca de três quartos dos estados-membros da ONU já reconhecem a Palestina, tendo a Irlanda, Espanha e Noruega formalizado o reconhecimento no ano passado.

Explore
Autoridade israelita declara: “Acordo de Meca foi celebrado contra Israel”
Trump defende que Irão pague indemnizações de guerra
Morreu menina de 13 anos baleada na cabeça por soldados israelitas em Gaza
Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão: "Neste momento, não estamos em negociações com os EUA"
OIC saúda o “histórico” acordo de defesa entre a Türkiye, a Arábia Saudita e o Paquistão
Número de mortos nos ataques de Israel à Gaza sobe para 73.382
Colonos israelitas ilegais incendiam casas palestinianas e ferem seis pessoas na Cisjordânia ocupada
Irão e Omã próximos de um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz
Netanyahu rejeita cessar-fogo ou retirada de Gaza no âmbito do plano de Trump
Türkiye, Egito e Catar condenam ataques israelitas em Gaza
Irão rejeita alegação de Trump e afirma estar a negociar com Omã rota marítima temporária em Ormuz
Conversações entre os EUA e o Irão serão retomadas na segunda-feira
Israel matou mais de 150 palestinianos em Gaza no mês de julho
Trump cancela ataque planeado contra o Irão
Trump anunciou que o Conselho de Paz chegou a um acordo para que o Hamas abandone as armas
China rejeita notícia sobre alegado envio de lançadores de mísseis para o Irão
EUA concluem nova onda de ataques contra o Irão
IRGC: “Enquanto os EUA continuarem a intervir, o Estreito de Ormuz não voltará a ser reaberto”
EUA e Arábia Saudita lançam ataques aéreos contra alvos de grupos apoiados pelo Irão no Iraque
Retirados 99 corpos dos escombros de um edifício em Gaza