A França solicitou um exercício militar da NATO na Gronelândia e afirmou estar «pronta para contribuir», informou o Palácio do Eliseu na quarta-feira, à medida que aumentam as tensões devido às repetidas declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre assumir o controlo da ilha ártica.
A Gronelândia, um território autónomo do Reino da Dinamarca, atraiu o interesse de Trump devido à sua localização estratégica e vastos recursos minerais, bem como às alegadas preocupações com o aumento da atividade russa e chinesa.
Como Trump se recusou a descartar o uso da força para tomar a ilha e publicou imagens semelhantes a memes para apoiar a sua afirmação, a Dinamarca e a Gronelândia rejeitaram propostas para vendê-la, reafirmando a soberania dinamarquesa sobre o território.
França, Dinamarca, Suécia e Alemanha estão a reforçar a sua presença militar na Gronelândia por meio de exercícios e missões de reconhecimento, enquanto Trump insiste que o território deve estar «nas mãos dos EUA» para combater a Rússia e a China.
No sábado, Trump disse que Washington iria impor tarifas de 10% sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia a partir de 1 de fevereiro, aumentando para 25% em junho, até que haja um acordo para a «compra completa e total da Gronelândia».
Em resposta, os líderes europeus rejeitaram as ameaças tarifárias de Trump contra os oito países europeus e reiteraram a solidariedade com a Dinamarca.














