MÉDIO ORIENTE
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ONU alerta que as restrições israelitas à ajuda agravam a crise para as mulheres e raparigas em Gaza
O colapso dos cuidados de saúde, do acesso a alimentos e dos serviços básicos está a colocar mulheres e raparigas em risco desproporcionado, afirmam especialistas da ONU.
ONU alerta que as restrições israelitas à ajuda agravam a crise para as mulheres e raparigas em Gaza
O aperto das restrições de Israel às organizações humanitárias "aprofundou uma situação já catastrófica", disseram os especialistas. / Reuters
há 13 horas

Especialistas da ONU alertaram que as restrições de Israel às operações humanitárias em Gaza e na Cisjordânia ocupada estão a agravar a crise para mulheres e raparigas, que enfrentam impactos desproporcionados.

“As mulheres e raparigas suportam uma parte desproporcionada das privações, à medida que o acesso a alimentos, cuidados de saúde, abrigo, água e saneamento continua a colapsar”, afirmaram os especialistas num comunicado divulgado na quinta-feira.

Segundo os mesmos, o reforço das restrições de Israel às organizações humanitárias “aprofundou uma situação já catastrófica”, afectando sobretudo os grupos mais vulneráveis.

O colapso do sistema de saúde de Gaza colocou as vidas das mulheres em risco imediato, sublinharam, especialmente devido às perturbações nos serviços de saúde materna e reprodutiva.

“Negar o acesso a cuidados de saúde materna e reprodutiva nestas condições coloca vidas diretamente em risco”, advertiram os especialistas, destacando os perigos para mulheres grávidas e outras em situações vulneráveis.

Maiores riscos de violência e danos

Apontaram também para o agravamento das condições das raparigas, que enfrentam maior exposição à fome e a doenças, bem como o risco de interrupção da educação.

“Quando a ajuda humanitária é bloqueada, as raparigas têm maior probabilidade de sofrer de fome, doença e interrupção da educação”, afirmaram.

Os especialistas da ONU acrescentaram que a falta de serviços básicos e de proteção expõe mulheres e raparigas a maiores riscos de danos a longo prazo, referindo que são forçadas a compensar as falhas resultantes através de um aumento do trabalho de cuidados não remunerado e de estratégias de sobrevivência prejudiciais, “muitas vezes à custa da sua própria saúde e bem-estar”.

“Ao obstruir o acesso à ajuda, Israel está a negar às mulheres e raparigas a proteção e o apoio a que têm direito ao abrigo do direito internacional.”