O Irão alertou que os países europeus podem tornar‑se seus "alvos legítimos" se se juntarem aos Estados Unidos e a Israel numa guerra contra o país.
Numa entrevista à France 24 na sexta‑feira, o Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Majid Takht‑Ravanchi, disse que Teerão já tinha advertido os Estados europeus sobre o risco de se envolverem na guerra.
"Já informámos os europeus e todos os demais de que devem ter cuidado para não se envolverem nesta guerra de agressão contra o Irão", disse ele.
Takht‑Ravanchi acrescentou que qualquer país que se juntar à campanha militar enfrentará retaliação.
"Se algum país se juntar à América e a Israel na agressão contra o Irão, eles também serão alvos legítimos da retaliação do Irão", disse ele.
Destacamentos europeus
Os comentários surgem enquanto países europeus começaram a aumentar os seus destacamentos militares na região.
A França anunciou o envio do Tonnerre, um navio‑porta‑helicópteros anfíbio, para o Mediterrâneo, segundo a emissora BFM TV.
A embarcação junta-se ao porta‑aviões Charles de Gaulle, que terá chegado à região anteriormente após operar no Mar Báltico.
Entretanto, o Reino Unido aumentou a sua presença militar na região do Golfo.
O Primeiro‑ministro Keir Starmer manteve conversas com o Rei do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa, na quinta‑feira, oferecendo-se para enviar caças para fornecer cobertura aérea defensiva ao Estado do Golfo.
Starmer também anunciou que quatro caças Typhoon adicionais seriam deslocados para o Catar após pedidos de aliados.
As tensões regionais se intensificaram-se desde que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque em grande escala ao Irão no sábado.
Os ataques mataram mais de 1.300 pessoas, incluindo o Líder do Irão, Ali Khamenei, além de mais de 150 alunas e altos oficiais militares.
O Irão respondeu com ataques de mísseis e drones visando bases americanas, instalações diplomáticas e militares e pessoal em toda a região, bem como várias cidades israelitas.










